terça, 20 de abril de 2021
CURTO PRAZO

Etanol pode reduzir emissões em Fernando de Noronha

12 MAR 2021 - 06h05Por REDAÇÃO

Conhecida como "a esmeralda do Atlântico brasileiro", Fernando de Noronha começa a dar os primeiros passos para implementar o projeto "Noronha Carbono Zero", que tem por meta limpar a matriz energética da ilha. Entre as três ações imediatas previstas, a adoção de veículos elétricos será efetivamente a primeira a passar a? prática, pois já está regulamentada por lei.

O arquipélago e? constituído por um conjunto de 21 ilhas e ilhotas, sendo apenas a principal habitada. Todo o território se encontra sob proteção total em forma de Unidades de Conservação, sendo 70% o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (Parnamar), e 30% Área de Proteção Ambiental (APA). Situa-se a 540 km de Recife (PE) e 380 km de Natal (RN), com uma extensão territorial de 26 km2, sendo 17km2 a ilha principal.

Isoladamente, no entanto, a ação não reduzirá a emissão de gases de efeito estufa: um novo estudo do WWF-Brasil indica que isso só acontecerá quando toda a matriz energética da ilha for mais limpa. A alternativa mais barata e viável no curto prazo e? a adoção de biocombustíveis: as ana?lises mostraram que substituir a gasolina por etanol reduz as emissões de gases de efeito estufa em 77%, enquanto a adoc?a?o de veículos elétricos reduziria as emissões em 52% atualmente. Há, ainda a vantagem de dispensar investimentos públicos e privados em veículos elétricos e sistemas de recarga.

Biocombustível, solução mais barata

"Na corrida pela descarbonização da economia, cidades de todo o mundo têm adotado metas para se tornarem carbono zero, incluindo medidas de restrições a combustíveis fósseis e estímulo a carros elétricos. Mas, o que pouca gente sabe é que Fernando de Noronha começou a discutir um projeto carbono zero já em 2013 e, em 2020, aprovou uma Lei de Veículos Elétricos", destaca Ricardo Fujii, analista de Conservação do WWF-Brasil.

"No entanto, seu abastecimento de energia ainda vem de termoelétricas, fonte altamente emissora. O estudo conclui que a adoção de veículos elétricos em Fernando de Noronha reduziria os custos para reabastecimento desses modelos, mas dependeria de investimentos em geração elétrica renovável e sistemas de recarga para efetivamente diminuir as emissões de carbono. A alternativa mais barata e viável no curto prazo seria a adoção de biocombustíveis. No médio e longo prazo, é preciso concluir a mudança da matriz energética da ilha como um todo: não apenas o consumo de combustíveis, mas também a geração de eletricidade", detalha.

De onde vêm os gases de efeito estufa

De acordo com pesquisa realizada pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Pernambuco, cerca de 60% das emissões de gases de efeito estufa em Fernando de Noronha provêm dos aviões, 30% da geração de energia elétrica e aproximadamente 9% dos veículos que circulam nos seus 17 km2 de extensão.

Esses são os três focos de ações imediatas do Projeto Noronha Carbono Zero: atuar com as empresas aéreas para reduzir emissões de carbono dos voos por compensação, com plantio de árvores no continente; implementação mais rápida de veículos elétricos, criando facilidades para o morador; passar a usar energia eólica, solar, biocombustíveis e energia das ondas.

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