sexta, 24 de maio de 2024
ARTIGO

Feliz Ano Novo

26 MAR 2024 - 09h51Por HEITOR RODRIGUES FREIRE

A necessidade de sistematizar e registrar a evolução da humanidade tem sido objeto de estudos e debates ao longo da história, e se tornou uma forma de mensurar o tempo.

O calendário atual e mais aceito é o gregoriano, assim chamado por ter sido promulgado pelo papa Gregório XIII, inaugurado oficialmente em 15 de outubro de 1582. O papa Gregório XIII, interessado em corrigir o calendário criado pelo imperador romano Júlio César, em 46 a.C. – chamado de calendário juliano –, reuniu um grupo de especialistas para reformá-lo. O sistema adotado por Gregório XIII havia sido criado no século VI por um monge chamado Dionísio, que, por ser cristão, entendia que a contagem dos anos deveria iniciar-se a partir do nascimento de Jesus Cristo.

Naquele ano de 1582, após cinco anos de estudos, foi promulgada a bula papal Inter Gravíssimas, na qual, entre outras resoluções e emendas, Gregório XIII lançou seu novo calendário e determinou um novo cálculo para datas móveis, como é o caso da Páscoa.

De acordo com o calendário gregoriano, o ano começa em 1º de janeiro. No entanto, na astrologia, o início do ano é sempre marcado pelo ingresso do Sol no signo de Áries, que acontece em 20 de março. Nesse mesmo dia, também ocorre o equinócio, que no hemisfério Sul representa o início do outono, e no hemisfério Norte, a chegada da primavera, momento em que as horas do dia e da noite são equivalentes e, por isso, podemos enxergar com clareza o que está acontecendo em nossas vidas – tanto o que está indo bem como aquilo que precisa melhorar. Nessa data, conhecida como o “ano novo astrológico” no primeiro signo do zodíaco, renovamos nossas forças e entramos coletivamente em um novo ciclo.

Segundo a astrologia, há algumas dicas a observar para se vencer os desafios do novo ano astrológico:
Estar preparado para assumir responsabilidades;
Ter paciência;
Encarar a realidade;
Enfrentar limites.

A isso tudo, deve-se acrescentar que o outono é a estação mais espiritualizada do planeta, trazendo a dimensão da transitoriedade, da renovação, da transformação, do desapego, do esvaziamento para o preenchimento pelo novo: o outono chegou! 

O outono é uma estação tão marcante que renova e embeleza tudo. É a estação do silêncio, que resplandece em sua plenitude, é o momento do recolhimento, da reflexão. É a chegada da serenidade. Saber esperar é uma virtude. É aceitar sem questionar que cada coisa tem seu tempo certo para acontecer ... é ter fé! 

O outono nos leva à meditação serena e silenciosa, quando também aprendemos que cada pessoa deve viver de forma natural, sem permitir influências externas, e a vida deve ser experimentada sempre de uma nova maneira. Aprendemos, ao mesmo tempo, que cada um de nós vive em função do outro. Ninguém deve viver apenas para si mesmo. Aquele que se fecha no seu invólucro íntimo acaba se isolando e perdendo a grande oportunidade que a vida nos proporciona, que é o crescimento interior pela convivência com o outro.

Terminado o verão com sua agitação inerente, nos encaminhamos para o recolhimento do outono, passando por uma transição natural, num momento próprio para encontrarmos serenidade e prazer, a fim enfrentarmos os obstáculos e os problemas da vida. 

Quando chega o outono, com a harmonia de um céu cristalino, advém uma lição de sabedoria, a pessoal e intransferível responsabilidade de cada um, de buscar e aproveitar a inefável experiência da vida. Esse momento nos proporciona a oportunidade de um encontro íntimo, convidando e estimulando nossa espiritualidade para um encaminhamento único em busca do bem.

Precisamos seguir em frente, encarar todos os obstáculos com consciência – mesmo porque não há outro jeito –, e assim fazer de nossas vidas um hino de amor e gratidão a Deus, cumprindo o que Jesus nos ensinou de forma simples, clara e verdadeira. 

É chegada a hora de unir a espiritualidade e o recolhimento do outono.

Aqui em nossa cidade, assistimos à nova floração das paineiras que enfeitam as margens do córrego Prosa, com suas flores alegrando o ambiente e materializando a boa energia do outono.

E assim, vamos viver este novo ano astrológico, com a serenidade do outono e a beleza das paineiras.

(*) Corretor de imóveis e advogado.

Leia Também

Relatos de viagem

A decoada, o armau e história de pescador no Pantanal do Nabileque

Mais Relatos de Viagem

Megafone

O meio ambientalismo nunca preocupou-se com o meio ambiente. Suas ações são histéricas ou fanáticas em defender interesses inconfessos

Armando Arruda Lacerda, pantaneiro

Vídeos

As 10 cidades mais ricas em espécies de aves

Mais Vídeos