Na audiência, nesta quinta-feira (19), os representantes da ACERT (Associação Corumbaense das Empresas Regionais de Turismo) fizeram uma explanação ao governador sobre o crescimento da pesca esportiva em Corumbá, principal destino desse esporte, e o comprometimento com a sustentabilidade do Pantanal e a mudança de postura do trade turístico e dos pescadores esportivos, ao longo dos anos, que resultou na adesão quase unânime dos turistas na prática do pesque e solte no Rio Paraguai.
Gerando cerca de mil empregos, as empresas associadas à ACERT injetam mais de R$ 40 milhões anuais na economia de Corumbá, somente em folha de pagamento, sem contar o giro financeiro em toda a cadeia do turismo. Ao apresentar em números a força da pesca esportiva em Corumbá ao Governador Eduardo Riedel, os empresários reafirmaram que a fundação da ACERT, em 1985, “foi um divisor de águas na luta pela preservação dos recursos pesqueiros no Pantanal”.
Na oportunidade, o presidente da entidade, Luiz Antônio Martins, e o empresário associado Ademilson Esquivel também reivindicaram ao governador a restauração da rodovia BR-262, no trecho entre Miranda e Corumbá, e a captação de mais voos para a Capital do Pantanal conectando-a com Campo Grande e os principais destinos emissores de turistas.
Também reivindicaram, ao Governador, o transporte zero (proibição da captura, comercialização e transporte de peixes dos rios do Pantanal de Mato Grosso do Sul) para a pescador esportivo – o turista, visando a proteção do estoque pesqueiro e a sustentabilidade do meio ambiente.
Durante a explanação dos empresários ficou muito claro que não há o interesse da ACERT que a regra se estenda aos ribeirinhos e muito menos aos pescadores profissionais.
Moratória do dourado
Em defesa do pesque e solte e, consequentemente, do transporte zero de pescado somente para os pescadores esportivos, os representantes da entidade relataram ao governador que o Pantanal de Corumbá foi a porta de entrada para a estruturação do turismo de pesca em Mato Grosso do Sul. Com a liderança da ACERT, os movimentos em favor da redução das cotas de pesca amadora mudaram conceitos e o posicionamento dos empresários do setor e do pescador esportivo em relação a proteção do estoque pesqueiro.
Com a união do trade turístico, a cota de pesca caiu de 30 quilos e mais um exemplar, em 1995, para apenas um exemplar e cinco piranhas, em 2019. “Hoje, independente da lei vigente, os contratos firmados pelos associados da ACERT, em sua maioria, são somente para a prática do peste e solte, para qualquer espécie de peixes”, disse Luiz Antônio Martins. “Outra vitória do nosso segmento foi a moratória do Dourado, em 2012, em Corumbá, e ratificada pela lei estadual de 2019.”
Com a adoção da modalidade pesque e solte, somente no ano passado 750 toneladas de peixes deixaram de ser capturados em Corumbá, conforme estimativa do trade turístico.
(Assessoria de Imprensa da ACERT)
Leia Também
Yussef quer esclarecimentos sobre critérios aplicáveis do CFEM
VEREADOR DENÚNCIA PRECARIEDADE DOS SERVIÇOS DA ENERGISA À AGEMS
AVANÇOS DO SANEAMENTO TRANSFORMAM REALIDADE NA FRONTEIRA DE MS
Captação de água opera normal após choque de barcaça
PAINEL COM DESENHO EM RELEVO DA ANTIGA AGENCIA DO FINANCIAL ESTÁ SENDO RESTAURADO