Campo Grande está entre as oito cidades brasileira que cumprem os padrões de excelência dos índices de perdas de água potável, segundo estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil. A Capital aparece na terceira posição, atrás apenas de Aparecida de Goiânia e Goiânia, em Goiás, com índices de 19,74% em perdas na distribuição (IN049) e de 166,89 em perdas volumétricas (IN051).
Fundamental para a vida, a água potável é um recurso que nem todos os cidadãos brasileiros têm acesso. No país, ainda existem 33 milhões de habitantes que sofrem com a ausência do recurso hídrico. Para além desse cenário, o Brasil apresenta uma grande ineficiência no controle de perdas de água tratada, em que mais de 40% da água é desperdiçada antes de chegar nas residências do país, aponta o estudo de Perdas de Água 2023 (SNIS 2021)
Apesar dos números nacionais serem preocupantes, existem cidades que têm como prioridade o controle das perdas de água e são exemplos positivos para outros municípios do país. O estudo lançado pelo Trata Brasil mostra que oito dos 100 maiores municípios do país já se encontram nos padrões de excelência estabelecidos como meta para 2034 pela portaria 490/2021 do MDR, ou seja, 25% em perdas na distribuição (IN049) e de 216 L/ligação/dia em perdas volumétricas (IN051).

Exemplos de gestão
Entre os municípios nos padrões de excelência, três são da região Centro-Oeste e cinco do Sudeste, sendo esses: Aparecida de Goiânia (GO), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Petrópolis (RJ), Campinas (SP), Limeira (SP), São José do Rio Preto (SP) e Taboão da Serra (SP).
Para classificar os exemplos positivos, o relatório faz uma avaliação conjunta dos indicadores de perdas na distribuição e de perdas volumétricas, o que permite um diagnóstico mais preciso da situação das perdas na região analisada.
Casos como esses devem ser exemplos na busca de fomentar políticas públicas, projetos e inovações, visando a implantação de programas estruturados de redução de perdas de água. A universalização do saneamento básico está diretamente atrelada aos esforços para eficiência no controle de perdas de água, ou seja, o combate às perdas será imprescindível para o acesso pleno do recurso a todos os brasileiros.
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