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SUSTENTABILIDADE

CHEGADA DA ENERGIA SOLAR MUDA A REALIDADE NO PANTANAL

19 FEV 2022 - 11h08 Por REDAÇÃO

Contemplado com o “Ilumina Pantanal” – programa de universalização da energia elétrica no bioma executado pelo Estado e Energisa -, o ribeirinho João da Conceição Ferreira contou a alegria e satisfação de dispor de energia solar em sua casa, que o ajuda a conservar os peixes que ele leva depois para vender na cidade. “Vivemos da pesca, e agora não temos aquela pressa de levar à cidade para vender. Ficou muito bom. Deus abençoa quem fez este projeto para nós”, descreveu.

Ele mora na beira do Rio Paraguai, em uma casa de palafitas no distrito de Porto da Manga, que fica a 60 km de Corumbá. João da Conceição e a esposa, Franciele Lugo Nunes Tejara, que também é pescadora, foram contemplados com placas de energia solar em função do programa, que concluiu a sua primeira fase atendendo a mais de mil moradias – entre comunidades ribeirinhas a pequenas e grandes propriedades rurais. 

“Energia era um problema no Pantanal.  Este benefício chegou para 2.090 pessoas (energia solar). Isto faz diferença na vida delas. É um programa de cunho social, que atendeu comunidade indígena, ribeirinhos, pequenos, médios e grandes produtores e ainda vai chegar a todos que não foram atendidos”, descreveu o governador Reinaldo Azambuja, em visita a cidade de Corumbá, uma das cidades pantaneiras contempladas.

Pantanal é um dos últimos rincões isolados a receber energia elétrica, mudando a realidade local

Realidade social

Ao concluir esta primeira fase, o governador destacou que o programa não trouxe aumento ou oneração na conta de luz dos cidadãos e que teve um investimento até agora de R$ 134 milhões. “Estamos em um momento especial, hoje fechamos esta etapa, mas outras 600 placas (solares) virão também para próxima fase, sem custo adicional na conta”, acrescentou.

O Ilumina Pantanal abrange, além de Corumbá, os municípios de Ladário, Aquidauana, Porto Murtinho, Coxim, Miranda e Rio Verde, com projeção de atender a 2.167 moradias até meados de 2022. Do total das novas unidades consumidoras, 77 receberão modelo tradicional de transmissão de energia elétrica e outras 2.090 serão no sistema solar. O sistema em implantação é considerado inovador e proporcionará um salto de qualidade e vida e desenvolvimento na região.

Gilson de Barros, presidente do Sindicato Rural de Corumbá

“o pantaneiro saiu da idade média em pleno século XXI”, define o pecuarista Gilson Araujo de Barros, novo presidente do Sindicato Rural de Corumbá, entidade histórica que agrega mais de 1.800 propriedades dentro do bioma. “Esse programa se tornou uma realidade social sem precedentes, muitos sequem imaginam como era sobreviver sem uma geladeira, um ventilador e uma televisão. Está sendo a nossa redenção”, completa.

No ano passado, o programa foi eleito o grande vencedor do Solar & Storage Live Awards 2021, na categoria “International Solar and/or Storage Project of the Year” (Projeto Internacional Solar e/ou Armazenamento do Ano).

Beneficiados

Entre os beneficiados do programa, nesta primeira fase, estão os índios guatós, que habitam em reserva no Pantanal de Corumbá. São 47 famílias atendidas, uma das quais de João de Souza, que contou que a chegada da energia ajudou a melhorar a autoestima da tribo.

Governador Reinaldo Azambuja e o índio guató João de Souza

Ele estava ao lado do cacique Osvaldo de Souza, que declarou: "A nossa comunidade está feliz, agora pode assistir televisão, armazenar a carne da caça ou os alimentos que a gente compra em Corumbá e leva de lancha para a reserva”.

Para o titular da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), o secretário Jaime Verruck, o programa leva desenvolvimento ao Pantanal. “O projeto tem um pacote tecnológico, com o que tem de melhor em tecnologia no mundo, olhando para sustentabilidade, para que aqueles que moram aqui possam desenvolver e crescer em suas atividades”.

O diretor-presidente da Energisa, Marcelo Vinhaes, ressaltou que o programa é inovador e se tornou referência em todo o Brasil. “É o projeto que mais desperta paixão e sensibilidade social que já participei, nestes 22 anos no setor. Sem dúvida é o principal projeto social da Energisa. Algo diferente e inovador, que ganhou o prêmio do melhor projeto do mundo em energia solar”.

O projeto do Governo do Estado em parceria com a Energisa, tem investimento de R$ 134 milhões. Nesta primeira fase o programa beneficiou mais de duas mil moradias no Pantanal, sendo 77 com modelo tradicional de transmissão de energia elétrica e outras 2.090 com energia solar. Já foram mapeadas mais 600 unidades consumidoras que serão contempladas na segunda fase.

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