A Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul (Pma) autuou 22 pessoas, aplicando multas no valor de R$ 33,5 mil, nos três primeiros meses da piracema - novembro a janeiro-, com a apreensão de 99 quilos de pescado. No período de defeso, que vai até 31 de fevereiro, a pesca amadora e profissional é proibida nos rios das bacias do Paraná e Paraguai.
Os dois primeiros meses mais foram tranquilos, semelhante ao mesmo período (novembro e dezembro) de 2020, com a prisão de dez pescadores por crime ambiental. Houve a fuga de sete pescadores, a maioria favorecida por praticar a pesca noturna. Dois deles abandonaram 30 metros de redes – petrecho com alto poder de captura - no Rio Paraná.
Foram apreendidos 61,30 kg de pescado neste terceiro mês de operação. No segundo mês foram seis kg, número inferior ao primeiro mês (32,16 kg). O total apreendido (99,46 kg) é menor do que a quantidade registrada na Operação Piracema do ano passado.
A tecnologia de drones, já utilizada durante a pesca aberta, também tem sido fundamental na prevenção durante o período de defeso, especialmente, para acompanhar os cardumes e para evitar pesca com petrechos ilegais em cachoeiras e corredeiras, pontos em que os cardumes ficam muito vulneráveis à pesca predatória.
Fiscalizações preventivas
De novembro a janeiro foram aplicadas um total de R$ R$ 33.543,20 em multas. Com relação aos petrechos proibidos destaca-se a quantidade de redes de pesca apreendidas até agora: um total de 70 redes, medindo 2.563 metros. O comandante da corporação, coronel José Carlos Rodrigues, informou que o uso de redes tem exigido uma fiscalização rigorosa da Pma.
Policiais ambientais vigiam os principais pontos de pesca nos rios das bacias do Paraná e Paraguai. Fotos: Divulgação“Ressalta-se que a apreensão e retirada de petrechos proibidos com alto poder de captura dos rios durante as fiscalizações é fundamental para evitar a depredação dos cardumes”, explicou.
Estas ações são fundamentais também para a prevenção à pesca predatória e proteção dos cardumes, em princípio, para que os pescadores continuem respeitando as normas, mas principalmente, para a retirada desses petrechos ilegais, tendo em vista o grande poder de captura e depredação dos cardumes.
Além disso, há grande dificuldade de deter os autores, pois tais petrechos são armados em curto espaço de tempo e os pescadores não permanecem no rio durante a pesca, fazendo somente a retirada dos peixes, também em tempo bastante curto.
A Pma pretende manter a estratégia de fiscalização intensiva, para que haja sempre um grande número de pessoas que desrespeitam a lei presas no momento que iniciam a pescaria. Ou seja, sem que tenham conseguido capturar grande quantidade de pescado.
“Esta é a melhor estratégia e é o que vem acontecendo em cada piracema, em que a quantidade de pescado apreendida vem mantendo-se na mesma média, bem como o número de pessoas presas”, disse o comandante.
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