Representantes do Senac MS e da Fecomércio MS lançaram o projeto “Vai Turismo – Rumo ao Futuro”, uma iniciativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e de um movimento nacional formado por pessoas e organizações, que visa contribuir com propostas para impulsionar o setor de turismo regional e nacional, principalmente após o impacto da pandemia.
A apresentação do programa, na sede da Fecomércio MS, contou com a participação de 41 representantes de vários segmentos do turismo de MS, a maioria de forma online.
Por meio de um grupo de trabalho, representando os diversos segmentos do turismo, o programa vai construir, de modo colaborativo, documentos que orientem candidatos ao poder executivo e legislativo a respeito das prioridades para o desenvolvimento do turismo sustentável e ações para fazer frente aos desafios, considerando um norteamento estratégico por quatro anos. Os debates serão conduzidos pela CNC.
Participante da iniciativa, o presidente do IDB (Instituto de Desenvolvimento de Bonito), Augusto Mariano, ressalta que o projeto oportuniza ao trade turístico o acesso aos futuros mandatários dos governos federal e estadual, a serem eleitos em 2022, formalizando propostas de melhorias do setor por meio de documento reivindicatório.
“O que queremos, principalmente nós de Bonito, que o país desenvolve ainda mais a sua atividade turística e que em Mato Grosso do Sul o setor avance, seja competitivo, fortalecido e valorizado pelo poder público para continuarmos gerando emprego, renda e impostos e promovendo ok bem-estar das pessoas”, disse o empresário bonitense.
Matriz econômica
Segundo o diretor do Senac MS, Vitor Mello, o programa é uma oportunidade para conectar pessoas e instituições, integrar propostas e definir a direção para o desenvolvimento sustentável de destinos turísticos de Mato Grosso do Sul.
“Nosso estado tem um potencial enorme para o turismo, é líder mundial em recursos naturais, como a cidade de Bonito, por exemplo, eleita frequentemente como melhor destino de ecoturismo do mundo. Temos muitas oportunidades aqui, só precisamos convertê-las em números na nossa economia. Precisamos de um trabalho de conscientização e reestruturação do turismo, para que a gente possa atingir esse patamar e o turismo ser entendido como parte muito importante da matriz econômica do Estado”, afirma.
Augusto Mariano, do IDBA ideia, segundo a gerente de Desenvolvimento de Produtos do Senac MS, Gilka Trevisan, é formular orientação aos candidatos sobre estratégias, necessidades e políticas públicas mais consistentes para o turismo.
“Todos esses segmentos vão conversar, trabalhar juntos, com discussões e análises, para chegar a documentos que serão formatados e enviados ao governo de cada estado, e ao governo federal. O objetivo é fazer essa análise das necessidades e demandas que o segmento do turismo tem hoje, nacionalmente, apresentando dados da nossa realidade local. É uma oportunidade de integrar propostas e conectar instituições para recomendar políticas públicas que estimulem o desenvolvimento sustentável de destinos turísticos brasileiros”, explica.
Superar amarras
A secretária de Turismo, Indústria e Comércio de Bonito, Juliane Salvadori, falou da importância do programa e da participação de todos os segmentos para o sucesso do projeto.
“Temos um potencial enorme para ser explorado e precisamos estruturar as propostas, de forma mais organizada, com projetos mais exequíveis, que atendam às demandas de todo o setor, seja da hotelaria, bares e restaurantes, dos atrativos, para juntos somarmos todas a nossas ideias e propostas para construirmos um turismo mais forte e de referência”, diz.
Para o presidente da Fecomércio MS, Edison Araújo, “o turismo é fundamental para a economia estadual e nacional, e sempre esbarramos em questões que não conseguimos contornar, que impedem que o nosso turismo atinja o patamar que ele pode atingir”.
Este programa, segundo ele, oportuniza juntar o trade turístico para discutir ações efetivas para que ganhar força e estruturar uma proposta para que o turismo, definitivamente, seja ouvido pelo poder público, para implementar ações que possam reestruturar este setor, ter seu lugar merecido na economia, no mix de atividades econômicas do nosso país e do Estado.
“Estamos iniciando esse trabalho, que terá a duração de um ano, e que desenvolverá um material muito rico, para que a gente possa conversar com o poder público e com os candidatos, em nível estadual e federal, e dizer o que realmente o turismo precisa para que seja, efetivamente, uma potência na economia do Brasil”, cobra Edison Araújo.
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