O prefeito Gabriel Alves de Oliveira visitou na manhã desta sexta-feira, 30, a comunidade de Antônio Maria Coelho para verificar reclamações dos moradores sobre a qualidade da água, que apresenta aspecto barrento, após a mudança do fluxo ocasionada pela drenagem realizada pela mineradora LHG e enxurradas da chuva, que caiu na região na quarta-feira.
As chuvas nas estradas impregnadas de pó do minério de ferro escoaram para o córrego Piraputanga, utilizado na captação e no abastecimento das casas do distrito, distante 40 km da cidade. A falha na contenção teria permitido que a água com lama contaminada chegasse aos reservatórios da comunidade e invadisse o pátio da escola municipal e quintais das casas e plantações.
Na ocasião, após ouvir relatos dos moradores, o chefe do Executivo anunciou a criação de um comitê de acompanhamento da situação, com a participação de órgãos públicos e representantes da sociedade civil, para monitorar a gravidade dos problemas e discutir medidas diante dos impactos na localidade.
Acompanhado de técnico da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, Gabriel verificou as condições enfrentadas pelos moradores e afirmou que, embora a empresa mineradora que atua na região já esteja prestando assistência à população, a prefeitura acompanhará o caso.
“O objetivo é garantir que as providências necessárias sejam adotadas e que os órgãos responsáveis pela fiscalização tenham condições de avaliar a ocorrência”, adiantou.
Tráfego e poluição sonora
A alteração na aparência da água está entre as principais preocupações da comunidade. A administração municipal vai acompanhar as avaliações técnicas para dimensionar os possíveis impactos e verificar quais medidas deverão ser tomadas. A Fundação de Meio Ambiente dará continuidade aos levantamentos e prestará suporte à atuação dos órgãos competentes.
Além da qualidade da água, os moradores relataram problemas provocados pelo intenso fluxo de caminhões que circulam pela comunidade. A situação também foi observada pelo prefeito e a equipe da prefeitura durante a visita, especialmente nas proximidades da escola de Antônio Maria Coelho, situada na beira da estrada de acesso peça BR=262.
Durante aproximadamente 40 minutos de permanência na unidade de ensino, foram constatados o barulho frequente dos veículos pesados e o uso constante de buzinas. A avaliação é que a movimentação interfere no ambiente escolar e pode prejudicar o processo de ensino-aprendizagem, além de comprometer a tranquilidade e a rotina dos moradores.
O tráfego de veículos pesados também deverá integrar a pauta de discussões do comitê, que terá a atribuição de acompanhar as demandas da população e buscar alternativas para reduzir os transtornos.
Em busca de soluções rápidas
A proposta é instituir um grupo com representantes do poder público e da sociedade civil para acompanhar os problemas enfrentados pela comunidade. O comitê deverá monitorar os desdobramentos das ocorrências, discutir os impactos relatados e contribuir para a definição de encaminhamentos.
A iniciativa também pretende ampliar a participação dos moradores nas discussões e estabelecer uma articulação entre a Prefeitura, os órgãos responsáveis e os representantes da comunidade.
“Nosso papel, enquanto prefeitura, é estar presente, ouvir os moradores, acompanhar os desdobramentos e garantir que as providências necessárias sejam tomadas. Por isso, a Fundação de Meio Ambiente dará andamento às avaliações técnicas e prestará o suporte necessário para a atuação dos órgãos competentes de fiscalização”, declarou o chefe do Executivo corumbaense.
O prefeito também destacou que a prioridade é preservar a segurança, a saúde e o bem-estar das famílias que vivem na região. “Vamos acompanhar o caso de perto e buscar os encaminhamentos necessários para que a comunidade tenha respostas e as medidas cabíveis sejam adotadas”, afirmou.
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