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EM ANDAMENTO

obras ambientais no Prosa serão concluídas ainda nesse ano

21 JUL 2021 - 11h11 Por jOÃO PRESTES/Imasul

Três importantes obras ambientais em andamento no Parque Estadual do Prosa, em Campo Grande, prometem trazer solução a problema antigo que reflete no lago principal do Parque das Nações Indígenas, melhorar a qualidade e eficiência do atendimento prestado pelo CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) e oferecer estrutura adequada para os turistas que visitam o local.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, e o diretor presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), vistoriaram as obras e constataram o adiantado do cronograma. As obras são custeadas com recursos do Imasul, órgão vinculado à Semagro, e representam investimentos aproximados de R$ 10 milhões.

“São três grandes obras que, efetivamente, criam uma situação de melhor atendimento com ações de preservação e conservação do meio ambiente, e que permite que se estenda os benefícios ao Estado inteiro, isso no caso do CRAS”, observou o secretário Jaime Verruck.

Hospital do CRAS

A mais importante obra do ponto de vista de prestação de serviços é o Hospital Veterinário de Animais Silvestres do CRAS, orçada em R$ 3,8 milhões e que está sendo construída na área contígua ao atual Centro. “A ideia é que a gente tenha uma estrutura adequada para fazer o tratamento completo dos animais, lembrando que o foco do CRAS, sempre, é fazer a reinserção dos animais recuperados na natureza”, disse Verruck.

O hospital terá amplos espaços administrativos, salas de cirurgia, ambientes para quarentena e laboratórios para exames. Atualmente, o atendimento aos animais que chegam feridos ou doentes é distribuído em vários prédios e também em instituições parceiras, no caso de exames mais complexos. “Com o novo hospital, tudo será concentrado no CRAS, o que dará mais agilidade e efetividade ao tratamento”, disse o diretor presidente do Imasul, André Borges.

O complexo terá 1.153,33 m² de área construída contendo: centro de triagem com cinco ambientes para animais recém chegados; três ambientes de quarentena para aves, uma para répteis e uma para mamíferos, todas com solário; uma sala cirúrgica, sala para pós-operatório, sala de raios X, sala de ultrassom, Laboratório de Patologia Clínica e um Laboratório de Anatomia Patológica; duas salas para ambulatório ou clínica, sala de necropsia com câmara fria; vestiários feminino e masculino para os funcionários, sala de repouso para plantonista, Almoxarifado, Salas Administrativas e recepção, além de uma construção aos fundos com cozinha, refeitório e um depósito.

Receptivo

Dentro do parque, no encontro das nascentes que formam o Córrego Prosa, está sendo construído o novo receptivo para visitantes. A obra com cerca de 300 metros quadrados inclui uma ampla sala de reuniões com paredes de vidro que fazem a perfeita integração do ambiente interno com a mata e o lago externos.

Inclui ainda dependências administrativas, escritório, sanitários, novos decks e reformas na via de acesso e estacionamentos. O valor orçado da obra é de R$ 1.361.708,46 e o prazo para conclusão é de 5 meses. O contrato com a construtora foi assinado em 31 de março.

Erosão

A obra mais emblemática é a recuperação da erosão na nascente do Córrego Joaquim Português, tributário do Prosa, que ocorre dentro do Parque Estadual do Prosa. A erosão é resultado da enxurrada da parte alta da cidade que há muitos anos é direcionada ao local e se agravou com o aumento do asfaltamento da região. A consequência direta foi o assoreamento do lago principal do Parque das Nações Indígenas; em 2019, foram retirados 140 mil metros cúbicos de sedimentos do lago, com investimento de R$ 1,5 milhão.

“Estamos fazendo uma grande intervenção na nascente do córrego e também fora do parque, com reposicionamento da drenagem e a construção de uma grande lagoa de contenção acima da Rua do Poeta para fazer a retenção do volume de água que chega ao local e que provocou a erosão e o assoreamento do lago”, explicou Verruck.

“O Parque do Prosa é um dos últimos fragmentos de mata dentro da cidade de Campo Grande. O córrego Joaquim Português é importante para manutenção do volume de água do Prosa, que é formado pela junção dessa nascente com o Desbarrancado”, completou Borges.

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