Com um papel importante na cultura sul-mato-grossense, e parte da construção da identidade do Estado, o chamamé acaba de ser decretado bem imaterial de Mato Grosso do Sul.
O decreto assinado pelo governador Reinaldo Azambuja constará no registro do Livro de Registro dos Saberes, nos termos do inciso I do art. 16 da Lei nº 3.522, de 2008, no qual são inscritos conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades.
De acordo com o presidente do Instituto Cultural Chamamé MS, Orivaldo Mengual o chamamé é um gênero musical que que nos expressa musicalmente e está enraizado nas nossas tradições.
“Ele tem antecedentes históricos que remontam ao intenso processo migratório verificado no século XIX, tendo como epicentro a Guerra do Paraguai e na sequência, e o ciclo da ‘erva mate’, protagonizados por incontáveis caravanas de carretas boiadeiras vindouras do norte da Argentina, especialmente da Província de Corrientes”, explicou.
Em 2017, a pedido do Instituto Cultural Chamamé e por decisão do Conselho Estadual de Cultura, o chamamé foi oficialmente declarado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul “Patrimônio Cultural Imaterial do Estado”, e o Dia Estadual do Chamamé é comemorado em 19 de setembro. No Mercosul ele também já foi declarado “Patrimônio Cultural” e também foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em A
A cultura que ultrapassa fronteiras
Ao lado da polca paraguaia, guarânia e do rasqueado sul-mato-grossense, o chamamé é um dos estilos musicais símbolos do Estado, declarou o presidente da Fundação de Cultura do MS, Gustavo Cegonha, lembrando que um dos primeiros músicos locais que popularizaram o chamamé foi o Zé Corrêa, que acompanhava Délio e Delinha nas apresentações de rasqueado.
Mas o mérito da introdução do chamamé no Estado, de acordo com Cegonha, é atribuído a Amambai e Amambay. Por toda essa história ligada ao nosso Estado, considero o decreto um justo reconhecimento do papel do chamamé na cultura sul-mato-grossense”, finalizou.
Lembrando ainda que o sistema de representação cultural do chamamé, além da polca, do próprio chamamé e guarânia, expressões de destaque da nossa cultura musical, inclui também a dança de salão, o hábito de tomar o tereré e a degustação de iguarias como a sopa paraguaia e a chipa.
“Consumimos e distribuímos cultura que ultrapassa nossas fronteiras e é comum a outros países”, destacou o presidente do Instituto Cultural Chamamé, Orivaldo Mengual.
Leia Também
Gabriel criará comitê para diagnosticar situação de Maria Coelho
Corumbá abre em novembro a rematrícula na Reme
MORADORES DENUNCIAM AO MPE CRIME AMBIENTAL CAUSADO PELA MINERADORA LHG
PMA iniciou operação pré piracema nos rios do Pantanal
Corumbá recebe Anzol Rosa, as mulheres na pesca esportiva