O megapacote de R$ 763 milhões lançado pelo governador de Mato Grosso do Sul, Renaldo Azambuja, em socorro à cadeia produtiva do turismo (atrativos, bares e restaurantes), um dos setores mais atingidos pela pandemia do coronavírus, e à cultura foi recebido com otimismo pelos empresários, que veem nas medidas uma saída para suportar a queda de público e faturamento e preparar-se para a retomada, em 2022.
Os benefícios governamentais incluem auxílio financeiro, medidas fiscais (como isenção de ICMs) e microcrédito com juro zero para os setores mais atingidos pela crise da covid-19.
O presidente da Abrasel-MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Juliano Wertheimer, setor que emprega 30 mil trabalhadores, disse que necessitam da ajuda do governo e agradece o apoio do governador Reinaldo Azambuja.
“Esse pacote é uma construção que chega no melhor momento para o setor que mais sofre durante essa pandemia. No passado, nós conseguimos ainda navegar, apesar das restrições. Mas este ano foi mais restritivo e mais penoso, então é uma grande atuação do governo em prol do setor que junto da hotelaria, do turismo, dos artistas, são os mais atingidos nesta pandemia”, afirmou.
Para o deputado estadual Evander Vendramini, representante da região de Corumbá, tanto o setor cultural, como o setor de bares e restaurantes, que ficaram mais de um ano e meio praticamente sem conseguir produzir, passam a ter uma nova perspectiva com este pacote de investimentos. “Poder contar com a isenção de ICMS, até dezembro de 2022, IPVA, bem como o auxílio de R$ 1000 reais para classe cultural por seis meses, sem dúvidas irá contribuir muito para este início da retomada econômica nesses setores”, disse.
A todo vapor em 2022
O diretor-presidente da Fundação de Turismo (Fundtur), Bruno Wendling, avaliou que o pacote é robusto e vem em um momento importante. “Alivia muito. O turismo foi o setor mais atingido pela pandemia junto com o de cultura e eventos. E o setor estava clamando e precisando de medidas como essa. O governador Reinaldo Azambuja foi muito audacioso por esse pacote robusto de socorro, para dar um alento num ano ainda muito difícil”, ressaltou.
Segundo Wendling, a retomada será a passos lentos, já que o turismo depende totalmente do avanço da vacinação. São investimentos públicos que chegam em boa hora, especialmente os que mais sofreram, que são os guias de turismo, as agências de viagem e setor de alimentação fora do lar. E a expectativa é que a partir deste pacote eles tenham agora um pouco mais de tranquilidade para pensar e começar a trabalhar de novo na retomada e ter um ano de 2022 aí sim, a todo vapor”, aposta.
Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de MSGoverno estende as mãos
Diretor de teatro, Vitor Samúdio lembrou que Mato Grosso do Sul foi o primeiro Estado a implementar um auxílio emergencial para os trabalhadores da cultura e que agora, novamente, estende as mãos para o setor. Ele também destacou a importância do segmento para ajudar as pessoas.
“Naquele momento em que vidas eram ceifadas e incumbia um aspecto muito complicado da economia, a gente se voltou para onde? Para a cultura, para os livros, para a música e para os espetáculos, para que pudéssemos manter a nossa cabeça no lugar, para ter um pouco de respiro e poder seguir firme e com coragem e, assim, juntos, passar pelo momento que estamos passando. Certeza, vamos sair dessa e vamos sair mais fortes”, disse.
O músico Geraldo Espíndola destacou que o setor cultural tem sofrido muito com as necessárias restrições impostas pela pandemia. “Eu acho que esse pacote é uma coisa muito bem-vinda porque nós sabemos o que passamos. Principalmente quem é da minha área, a música, sente demais a falta da plateia, dos eventos. Todos nós estamos sofrendo. Todos os setores estão sofrendo demais, mas Mato Grosso do Sul está de parabéns pelas atitudes que tem tomado”, citou.
Movimentar a economia
Eduardo Riedel, secretário estadual de Infraestrutura, enfatizou que o pacote irá ajudar a movimentar a economia. “A economia é uma roda. Então quando você coloca um valor na mão de uma família que está sem renda, ou uma renda mínima que seja, essa pessoa vai buscar seu básico, vai buscar alimentação, vai buscar higiene pessoal e isso gira o mercado, a economia de modo geral. E todo mundo começa a reaquecer suas atividades e gerando emprego para essa pessoa que muitas vezes tem que ter a porta de entrada na economia formal”, apontou.
“E é isso que a gente tem buscado – completou o secretário -, um programa que busca atender especificamente esses setores mais vulnerabilizados. Pessoas vulnerabilizadas, setor de turismo, bares e restaurantes, os microempreendedores, que estão buscando espaço para conquistar um pouco de renda, seja pela via tributária, seja pelo auxílio direto, ou seja pelo crédito”.
O presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sergio Longen, também elogiou as medidas: “pelas reuniões que fizemos, pela sua determinação, pelas suas ações, eu quero te agradecer governador. Dizer que você tem feito a diferença, um governo que hoje consegue, em razão das ações que foram construídas, ceder nesse momento esse benefício tão significativo para os segmentos do turismo e da cultura”.
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