Como os demais segmentos do turismo no Brasil, a pesca esportiva na bacia do Rio Paraguai deve recuperar em parte seu fluxo normal dos anos anteriores a partir de junho ou julho, é o entendimento da Acert (Associação Corumbaense das Empresas de Turismo).
Corumbá é o maior polo de pesca de Mato Grosso do Sul e as empresas estão passando por dificuldades para manter seus quadros de funcionários com a queda de pelo menos 50% do volume de pescadores em relação a 2019, devido à pandemia do coronavírus.
“O movimento caiu pela metade e o número de pessoas também reduziu para 30%”, avalia a empresária Joice Santana, dona de uma das maiores estruturas de embarcações para deleite dos turistas apaixonados pela pesca e pelos encantos do Pantanal.
Dos 27 barcos-hotéis com estrutura para grandes grupos que operam na cidade, apenas 12 estão operando com regularidade deste a primeira semana de março, quando foi liberada a pesca de captura.
O trade que atua no segmento estima que o termômetro será a evolução da vacinação contra a covid-19, que deve imunizar até meados do ano a população na faixa etária acima de 50 anos. “As pessoas, com certeza, se sentirão mais seguras e voltarão a viajar”, disse Joice.
Recuperando clientes
Os barcos-hotéis de Corumbá têm realizado, em média, duas viagens por mês. Em maio, o barco Kayama, da Joicetur, tem três saídas, e em junho, quatro, o que demonstra a volta à normalidade com a maior taxa de cobertura de vacinas.
As demais embarcações também registram um crescimento no agendamento dos grupos, a partir do próximo mês – a maioria recolocação de viagens programadas no ano passado e suspensas devido a pandemia.
Crédito: Saul Schramm“Nosso turismo de pesca perdeu muito com a abertura de outros destinos; antes era só o Pantanal, a gente recebia 30 mil por ano, hoje são 10 mil. Houve muita pressão de pesca e o peixe sumiu. Hoje estamos recuperando o estoque e os clientes”, afirma Luiz Martins, presidente da Acert.
Enquanto os barcos-hotéis, com capacidade para 20 a 100 pessoas, operam com maior dificuldade para fechar os grupos, pesqueiros e pousadas para pequenos grupos no Passo do Lontra, Albuquerque e Porto da Manga, em Corumbá, estão com lotação regular.
Pacu na batida
Em Porto Murtinho, região Sudoeste do Estado, a pesca restrita a pequenos grupos ou familiar deve manter o fluxo de turistas em relação aos anos anteriores. Marco Aurélio Nunes, da Pousada do Pescador, relata que recebeu muitas reservas neste início de temporada.
“Não temos o que reclamar, o peixe está saindo e será um ano de recuperação”, comemora. Outras regiões com a mesma característica de atendimento personalizado, como Coxim, Aquidauana, Miranda e o distrito do 21 (Bonito), também estão recebendo muitos turistas de outros estados, mantendo o fluxo dos anos anteriores, em torno de 80%.
O que tem contribuído para garantir a clientela é o bom período para a pesca, com abundância nos rios com a saída de grandes exemplares nobres, como dourado, pintado e pacu, mesmo com a dificuldade de iscas vivas, cujo estoque reduziu com a seca no Pantanal.
Na região da Serra do Amolar, em Corumbá, destino dos barcos-hotéis, a pesca do pacu na batida (com vara de bambu) no Rio Paraguai e seus banhados tem sido a sensação dos esportivos. A região fica distância cerca de 180 km ao Norte da cidade, onde a natureza é exuberante.
A pesca de até cinco dias nos barcos-hotéis atrai pescadores de todas as regiões do Brasil, em especial grupos da terceira idade e familiares, que buscam aliar o prazer da pescaria com o conforto e a comodidade das embarcações.
Veja mais:
www.joicetur.com.br
www.naviokalypso.com.br
www.raqueltur.com.br
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