terça, 14 de julho de 2026
MINÉRIO

Vale descarta recomprar minas dos irmãos Batista em Corumbá

14 JUL 2026 - 17h17Por ISABELLA SCARAMUCCI/Money Times

A Vale (VALE3) informou nesta terça-feira (14) que descartou, após avaliação, o investimento no Sistema Centro-Oeste, um complexo de minas em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, vendido aos irmãos Joesley e Wesley Batista em 2022.

A informação foi divulgada pela mineradora após a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, afirmar que a companhia cogitou a possível recompra, total ou parcial, do complexo de minas situadas no Morro do Urucum – uma das maiores reservas de minério de ferro do Brasil. A Vale não comentou a reportagem, mas confirmou que houve a avaliação e que descartou o negócio.

Em nota, a companhia afirmou que regularmente avalia oportunidades de investimento alinhadas às suas prioridades estratégicas, mas que, no caso, descartou qualquer operação envolvendo o local.

“Decisões de alocação de capital seguem processo de avaliação com aspectos técnicos, econômicos e financeiros e são tomadas de acordo com suas políticas e regras de governança”, afirmou a empresa.

As minas em questão haviam sido vendidas pela Vale para a J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em 2022. No entanto, o conjunto se tornou alvo de polêmica no conselho da mineradora após uma visita de alguns de seus principais integrantes.

Entenda o caso

Segundo publicação do jornal O Globo, em maio deste ano, alguns integrantes da Vale — como o então presidente do conselho, Daniel Stieler, o conselheiro Manoel Lino Oliveira (“Ollie”) e outros executivos — se reuniram com os irmãos Batista e fizeram uma visita às minas.

Depois do encontro, Ollie enviou um e-mail confidencial a alguns dos líderes presentes, elogiando o projeto sob a liderança dos irmãos Batista e sugerindo que fosse estudada uma joint venture entre a Vale e a J&F.

No entanto, os demais membros do conselho só tomaram conhecimento do encontro e da visita a Corumbá quase dois meses depois, quando o e-mail foi vazado por Stieler. Isso não só teria levantado dúvidas sobre a falta de transparência interna como também evidenciaria falhas de governança na companhia, segundo o conselheiro.

A controvérsia ocorre justamente em meio ao processo de escolha de um novo presidente do conselho de administração da Vale, em um ambiente de disputas internas e influência de grandes acionistas. A eleição está marcada para 22 de julho, durante assembleia de acionistas da companhia.

Leia Também

Relatos de viagem

Conte suas aventuras aqui!

Mais Relatos de Viagem

Megafone

Os lobbies das ongs são um fenômeno deste Brasil Colonial: conflitam com o pensamento ambientalista sério e científico do resto do mundo

Armando Arruda Lacerda, pantaneiro de "chapa e cruz" do Porto São Pedro

Vídeos

Conheça o verdadeiro caldo de piranha

Mais Vídeos

Opinião

ARMANDO ARRUDA LACERDA

ÔÔÔ! Os Corêro vortô! Mas o DELEAGRO chegô!

ARMANDO ARRUDA LACERDA

Entendendo o cupim

FAYEZ FEIZ JOSÉ RIZK

Intervenção no Consórcio Guaicurus não é a solução definitiva