Durante a passagem por Corumbá da primeira Expedição Pantanal Tech, organizada pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Instituto Viva Pantanal, no último fim de semana, a prefeitura de Corumbá apresentou aos integrantes da caravana os principais projetos que estão sendo executados ou em planejamento nas áreas de turismo, cultura, meio ambiente e patrimônio histórico.
A exposição detalhada dos projetos e metas das fundações das quatro áreas - os investimentos (R$ 27,3 milhões) na recuperação de prédios históricos e reurbanização da orla portuária e as estratégias de fomento ao ecoturismo, eventos e manifestações culturais e construção do Centro de Recuperação de Animais Silvestres -, surpreenderam os expedicionários.
“Ficamos muito encantados com a apresentação da equipe da prefeitura de Corumbá sobre os projetos de investimentos em obras e ações de apoio a alguns setores, como a cultura, demonstrando capacidade técnica e também visão futurista e visionária do prefeito (Gabriel de Oliveira) da cidade pelo bem-estar da população e o desenvolvimento local”.
Laércio Alves, reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Foto: DivulgaçãoSustentabilidade
A manifestação foi feita pelo reitor da UEMS, Laércio Alves, expressando a opinião unânime dos expedicionários – representantes do governo estadual, empresários, instituições de ensino e de segurança pública e organizações não-governamentais. “São ações que somam ao que essa expedição traz, que é conectar cada vez mais com as pessoas e os ambientes”, completou.
Antecipando a equipe da prefeitura, a empresária Joice Santana, da Acert (Associação Corumbaense das Empresas Regionais de Turismo), falou da evolução do turismo de pesca esportiva de Corumbá nas últimas décadas, saindo de uma atividade predadora e exclusiva dos homens para um pesque e solte que atrai famílias e, principalmente, as mulheres.
Joice mostrou a frota de barcos hotéis, uma das maiores da América do Sul, enfatizando a tecnologia, segurança e qualidade proporcionadas pelas empresas, além dos serviços de bordo e pesca. “Hoje não jogamos nada no rio, temos sistemas de tratamento de resíduos nas embarcações”, disse, ao falar do cumprimento rigoroso de protocolos de sustentabilidade.
Manoel Rodrigues, assessor do prefeito Gabriel, integrou a equipe de recepção aos membros da expedição. Foto: Clóvis NetoInvestimentos
Os projetos e reordenamento de alguns setores, como o turismo, atraiu a atenção dos integrantes da expedição, os quais perceberam o potencial econômico do município com suas riquezas naturais, mineração, logística, cultura e patrimônio histórico. A retomada de obras no centro histórico e a preparação para o Banho de São João, em junho, se destacaram.
A Fundação de Turismo do Pantanal apresentou suas metas alicerçadas no fomento a quatro eixos (ecoturismo, pesca esportiva, observação da vida selvagem e cultural) e a reativação do Observatório de Turismo do Pantanal, ferramenta essencial para a tomada de decisões no setor ao organizar o banco de informações e monitorar fluxo de pessoas e a cadeia produtiva.
A Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico detalhou o pacote de obras de recuperação de seis prédios históricos (Casa do Artesão, Mercado Municipal, antiga prefeitura, Ila, Hotel Internacional e Comissão Mista), com recursos federais (R$ 20,4 milhões). E ainda a primeira etapa da reurbanização da orla, de R$ 7,3 milhões, a ser licitada em agosto.
A construção do Centro de Reabilitação de Animais Selvagens do Pantanal (Creapan), cuja obra foi acelerada na atual gestão para cumprir prazos de conclusão, também mereceu elogios por parte dos visitantes. Com 1.600m² de área e estrutura semelhante ao Cras de Campo Grande, o Creapan terá seis blocos, um dos quais para treino de voos das aves, ao custo de R$ 4,2 milhões.
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