A engenheira agrônoma e integrante da diretoria da Famasul, Stéphanie Ferreira Gobato, está entre as 100 mulheres mais poderosas do agronegócio brasileiro, segundo levantamento divulgado pela revista Forbes. Natural de Três Lagoas, a liderança sul-mato-grossense integra a segunda edição da lista, publicada em outubro, que reconhece a atuação feminina em diferentes segmentos do setor.
Além de Stéphanie, outras duas mulheres ligadas a Mato Grosso do Sul figuram na seleção: a chefe-geral da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande), Mariana de Aragão Pereira, e a senadora da República Tereza Cristina (PP-MS), que também integrou a primeira edição da lista, em 2021.
Integrante da quarta geração de uma família de pecuaristas de Mato Grosso do Sul, Stéphanie é formada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), com passagem pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. Sua atuação profissional está ligada ao manejo e à recuperação de pastagens degradadas, com foco em uma pecuária mais tecnológica e sustentável.
Atuação ativa no meio rural
Além de integrar a diretoria da Famasul, sendo a 3ª tesoureira, e do Sindicato Rural de Três Lagoas, como delegada efetiva, Stéphanie preside, desde 2023, a Comissão Nacional das Mulheres do Agro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), espaço dedicado ao fortalecimento da participação feminina na representação do setor agropecuário.
Sua trajetória também inclui a participação nos programas CNA Jovem e Líder MS, iniciativas voltadas à formação de novas lideranças para o agronegócio. À frente da comissão nacional, Stéphanie atua na ampliação da representatividade feminina no sistema sindical rural e no incentivo à formação de novas lideranças. Entre as iniciativas desenvolvidas está a Jornada de Liderança Feminina no Agro, lançada em 2026, com atividades de capacitação nas áreas de gestão, comunicação, liderança e representação institucional.
Pioneirismo na pesquisa do agro
Outra representante de Mato Grosso do Sul na lista é a zootecnista Mariana de Aragão Pereira, que, em 2026, tornou-se a primeira mulher a assumir a chefia-geral da Embrapa Gado de Corte, após mais de cinco décadas de existência da unidade.
Formada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Mariana possui mestrado em Economia Aplicada e doutorado em Gestão Agrícola pela Lincoln University, na Nova Zelândia. Pesquisadora da Embrapa desde 2001, construiu sua trajetória profissional com foco na gestão econômica da pecuária e no desenvolvimento de ferramentas de apoio à tomada de decisão nas propriedades rurais.
Entre suas contribuições estão a participação no desenvolvimento de ferramentas como Controlpec, Gerenpec e CustoBov, utilizadas na análise de custos e na gestão da atividade pecuária. Também coordenou nacionalmente o programa Boas Práticas Agropecuárias (BPA).
Sobre a lista
A segunda edição da lista As 100 Mulheres Poderosas do Agro, publicada pela Forbes Brasil, reúne produtoras rurais, pesquisadoras, empresárias, executivas, representantes de entidades e lideranças políticas de diferentes regiões do país.
A iniciativa reconhece a influência e a contribuição feminina para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, evidenciando trajetórias que ampliam a participação das mulheres na produção, na ciência, na gestão e nos espaços de decisão.
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