Contratação bombástica do Operário, que se preparava para o Campeonato Brasileiro de 1977, Manga desembarcou no aeroporto internacional e foi direto para a sede do clube, na Avenida Bandeirantes. Lá, em entrevista, não titubeou: “Vim para ser campeão!”.
E foi, ganhando o campeonato ainda pelo Mato Grosso uno, e levou o Operário a histórica campanha a nível nacional, quando o alvinegro chegou a terceiro lugar, atrás apenas do São Paulo (campeão) e Atlético Mineiro (vice).
Era um jogador problemático, viciado em baralho, mas cumpriu com seu trabalho dentro de campo, com sua experiência e suas defesas espetaculares, algumas milagrosas. Levou multidões aos estádios e foi considerado um herói com a camisa do Galo.
Haílton Corrêa de Arruda, o Manguinha, como era chamado, não resistiu ao câncer e morreu nesta terça-feira, 8, aos 87 anos, no Hospital Rio Barra, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Foi titular da seleção brasileira na Copa de 1966 e multicampeão por Internacional e Nacional de Montevideo. Pelo Colorado, ele se sagrou bicampeão brasileiro em 1975 e 1976, enquanto venceu quatro vezes o Campeonato Uruguaio, a Libertadores de 1971 e o Intercontinental do mesmo ano pelo Nacional.
Marcou a história do Operário
Ídolo por onde passou, defendeu o Botafogo de 1959 a 1968 e entrou para a história do clube. Pelo Alvinegro carioca, conquistou os bicampeonatos carioca de 1961/62 e de 1967/68. Ele era o paredão do time que tinha, no ataque, Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo.
Pernambucano de Recife, Manga começou a carreira no Sport, de onde saiu para o Botafogo. Passou por Operário-MS, Coritiba e Grêmio antes de encerrar a carreira no Barcelona-EQU, em 1982.
O Operário se manifestou sobre sua morte nas redes sociais, lembrando sua passagem pelo clube (1977-1978). “Manga marcou para sempre a história do Operário, liderando o time com defesas memoráveis na campanha lendária que levou o Galo ao 3º lugar no Campeonato Brasileiro, um feito histórico para o futebol sul-mato-grossense”, pronunciou o clube, completando:
“Mais do que um goleiro, Manga foi símbolo de garra, carisma e respeito. Sua chegada a Campo Grande foi marcada pela mobilização da torcida, que arrecadou fundos para vê-lo vestir o manto alvinegro. Hoje, nos despedimos com tristeza, mas com o coração cheio de gratidão. Obrigado, Manga. O Morenão te aplaudiu. O Operário jamais te esquecerá.”
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