A secretaria estadual de Saúde, por meio da coordenadoria de Controle de Vetores, divulgou n quarta-feira (29) os primeiros resultados do LIRAa/LIA (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) realizado nos municípios neste ano. Os dados são fundamentais para direcionar estratégias no enfrentamento da dengue e outras arboviroses, como Zika e chikungunya, no Estado.
De acordo com os resultados divulgados, seis municípios do Estado estão com alto risco de infestação do mosquito e risco de surto, entre os quais Ladário (4,8%) e Corumbá (4,4%). Outros 34 municípios estão com médio risco e 36 com baixo risco. Somente três municípios não realizaram o levantamento de índices do Aedes aegypti. Para o Ministério Público, o índice aceitável é de 1%.
As duas cidades pantaneiras têm intensificado as ações de combate à dengue, por meio de mutirões nos bairros, onde, além do trabalho dos agentes de saúde na fiscalização das residências e orientação à população, as prefeituras tem colocado suas secretarias de Infraestrutura para promover uma limpeza geral. O abandono das cidades pelas gestões anteriores causou o alto índice de infestação.
Estratégias de ação
O LIRAa/LIA é uma ferramenta estratégica que permite mapear os focos do mosquito transmissor, identificando rapidamente as áreas mais críticas. A partir dessas informações, as equipes de saúde podem intensificar ações de controle e aplicar medidas preventivas de forma mais eficiente.
Os índices gerados pelo levantamento incluem o percentual de imóveis com presença do mosquito, o percentual de depósitos com larvas e o tipo de recipiente predominante na proliferação do vetor. Essas informações possibilitam a delimitação das áreas de risco e a adoção de medidas mais assertivas para o combate ao mosquito.
Conforme o técnico da coordenadoria de Controle de Vetores da secretaria estadual de Saúde, Marcus Carvalhal, a divulgação dessas informações é essencial para mobilizar a população.
“Os primeiros resultados do LIRAa/LIA nos municípios de Mato Grosso do Sul são fundamentais para nortear nossas ações de combate ao Aedes aegypti. Com esses dados, conseguimos identificar com precisão as áreas mais críticas, os tipos de recipientes onde os mosquitos estão se proliferando e os índices de infestação. Isso nos permite agir de forma mais eficiente, direcionando equipes para os locais de maior risco e intensificando medidas preventivas. O combate à dengue e outras arboviroses não depende apenas do poder público, mas também do envolvimento de cada cidadão na eliminação de criadouros”, explicou.
Como ajudar
Além de orientar as ações de controle, o LIRAa/LIA também contribui para a comunicação e mobilização social. A divulgação dos resultados para gestores, profissionais de saúde e a população reforça a importância da participação coletiva na eliminação de criadouros e na prevenção de surtos da doença.
A secretaria reforça que a colaboração da população é essencial para evitar a proliferação do mosquito. Medidas como eliminar recipientes com água parada, manter caixas d’água fechadas e limpar calhas regularmente são fundamentais para reduzir os riscos de infestação e conter a disseminação da dengue e outras arboviroses.
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