A Prefeitura de Corumbá iniciou neste sábado, 25, mutirão de combate à dengue, começando pelo bairro Guatós, o mais enfestado com o alto índice de 14,42%. A ação começou às 7h e segue por toda a manhã, com a presença do prefeito Gabriel de Oliveira e das equipes das secretarias municipais de Saúde e de Infraestrutura e Serviços Públicos.
Reflexo da falta de conscientização de moradores e do abandono da cidade decretada pela administração anterior, gerando acumulo de lixo, matagal e água empoçada, Corumbá está à beira de um surto da doença ao atingir índice de 4,40% - o aceitável pelo Ministério da Saúde é de até 1%.
O alerta foi dado com a divulgação do primeiro LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti), realizado pela secretaria municipal de Saúde no período de 6 a 10 de janeiro.
Os bairros com maiores indicadores são Guatós (14,42%), Nova Corumbá (10,79%) e Jardim dos Estados (8,06%). Apesar do alto índice, oito bairros não apresentaram infestação: Universitário, Previsul, Padre Ernesto Sassida, Nossa Senhora de Fátima, Industrial, Generoso, Cervejaria, Beira Rio e Arthur Marinho.
Ao acompanhar as ações no Guatós, o prefeito Gabriel de Oliveira pediu à população que colabore com as ações de combate e controle da dengue: "cada um fazendo sua parte, com certeza, vai ser melhor para Corumbá e teremos uma cidade melhor para todos", disse.
Secretário municipal de Saúde, Antônio Juliano, conversa com morador explicando a importância de seguir pequenas regrasO prefeito destacou a importância da iniciativa para prevenir o avanço da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. "Estamos promovendo ações de limpeza, visitas com os agentes de saúde e endemia para conscientizar a população e trazer melhorias para o bairro e toda essa a região", afirmou.
Apoio da população reforça campanha
Com o apoio dos moradores, o combate ao mosquito - que além da dengue, também transmite zika e chikungunya - ganha força, avaliou o chefe do Executivo Municipal.
"É importante que tenhamos a participação da população, precisamos dessa ajuda. A Prefeitura vai fazer a parte dela e com a população participando ampliamos a qualidade da saúde pública", completou o prefeito de Corumbá.
Participando do mutirão, o secretário municipal de Saúde, Antônio Juliano de Barros, destacou que a dengue é uma doença perigosa.
"Ano passado, no Brasil, tivemos mais de 6 mil óbitos por dengue. Mas, é uma doença perfeitamente controlável. E isso depende do nosso trabalho e do apoio da população. Essa conjunção é que faz com que a gente consiga controlar os vetores e os criadores de mosquitos. Assim, com certeza, filhos, mães e pai não terão problemas, porque estaremos controlando a doença", frisou.
Morador do Guatós, o vigilante Fábio Júnior teve a casa visitada pelas equipes do mutirão. Orientado sobre as ações que pode fazer para ajudar na luta contra o Aedes aegypti, ele classificou como positivo o trabalho dos agentes da Prefeitura.
Além das equipes de vigilância epidemiológica, prefeitura atua com maquinários para a retirada do lixo acumulado "Fomos orientados sobre a dengue e orientado também para fazer a limpeza, tudo que tiver no quintal que venha prejudicar a nós mesmos. Eu agradeço essa equipe que veio nos orientar, foi muito bom, muito importante e que continuem levando isso para outros bairros".
Orientação: evite o acúmulo de água
A proliferação do mosquito transmissor, além da sujeira, é causada também por mudanças climáticas, retorno de sorotipos da doença que não circulavam há anos, aumento de temperatura e períodos de chuvas intensas, como tem ocorrido nesse período do ano.
O depósito predominante para a larva do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya (arboviroses) é o reservatório do tipo A2 caixas d'água em nível de solo, conforme a secretaria de Saúde.
A gerente de Vigilância em Saúde, Walkíria Arruda da Silva, destacou a importância do apoio da população nas ações de combate e prevenção à dengue. " Deixar coberto o recipiente (caixa d'água) é importante; evitar acúmulo de lixo, colocar no dia certo, porque ali fica um recipiente que pode ter larva. Tudo é reservatório", explicou.
"A recomendação completou - é ter a rotina, quando esvaziar, lavar essa caixa d'água, esfregar mesmo, porque o ovo fica grudado na parede do recipiente, e ele fica até um ano. Passou a época de chuva, esquentou, quando encher de água, para abastecer, continua o ciclo do ovo."
Em caso de qualquer sintoma de dengue, conforme a gerente, a orientação é procurar uma unidade de saúde e não tentar se automedicar. Importante manter atualizada a carteira de vacinação das crianças, a vacina contra a dengue está disponível para a faixa etária de 10 a 14 anos.





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