A prefeitura de Corumbá conseguiu, nesta segunda-feira, o laudo de liberação do Estádio Arthur Marinho pelo Corpo de Bombeiros, porém somente a partir de 1º de fevereiro. Com isso, o Corumbaense, embora mandante, joga sua segunda partida pelo Campeonato Estadual no Estádio Noroeste, em Aquidauana, nesta quarta-feira, às 15h, contra o Costa Rica.
As adequações técnicas e de segurança para liberação do estádio exigiram uma ação articulada pela Fundação de Esportes. Jogar em Aquidauana não afeta o clube, pois a 300 km de Corumbá Já a partida contra o Pantanal, conforme a tabela, seria em Costa Rica, no extremo norte do Estado, a 800 km, caso o Arthur Marinho não fosse liberado em tempo hábil.
Estádio abandonado
A liberação do estádio tem validade até abril, contudo, acompanhada de algumas restrições: limitação do público em 1.500 pessoas e interdição do espaço das cadeiras, até a quinta fileira, devido à queda de dois lances da cobertura de zinco da arquibancada por temporal. O local será isolado por grades e presença de seguranças.
Vistoria dos bombeiros no Estádio Arthur Marinho. Foto: DivulgaçãoEm nota, a Fundação de Esportes de Corumbá (Funec) informou que o trabalho para colocar a praça esportiva em condições de receber jogos do Estadual 2025 “foi árduo” devido ao seu abandono. A prefeitura assumiu em 2023 a administração do estádio e a gestão anterior deixou-o em estado de completo caos estrutural e administrativo.
"Fizemos o básico"
“Não havia extintores de incêndio em condições adequadas de uso; as mangueiras estavam furadas; luzes de sinalização e portas apresentavam problemas”, relatou a diretora-presidente da fundação, Michele Ferri. "Fizemos o básico", completou, adiantando que o município está buscando recursos para reestruturar o estádio.
Foi uma corrida contra o tempo, readequando as instalações hidráulicas e elétricas. O gramado também estava com a grama alta, quando o Corumbaense iniciou os treinamentos, em 2 de janeiro, mas foi logo podada durante os treinamentos da equipe. Foi constatado, também, divergências em documentos em relação ao CNPJ, constando ainda o da LEC.
“Estava tudo irregular”, disse Michele, explicando que, pela cessão de uso, deveria estar em vigor o CNPJ da Funec, atual gestora do Arthur Marinho.
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