Em reunião com a direção do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Corumbá e Ladário, o prefeito corumbaense Gabriel Oliveira tomou conhecimento da possibilidade de paralisação dos funcionários da Viação Cidade Corumbá, concessionária do serviço de transporte público coletivo no município.
O presidente do sindicato, Judson Gonçalves, explicou que a empresa não pagou o salário de dezembro de 2024 dos trabalhadores. O pagamento deveria ter acontecido no quinto dia útil de janeiro deste ano, impasse causado não por negligência da empresa, mas reflexo de mais um ato de desgoverno do ex-prefeito Marcelo Iunes.
Aos representantes sindicais e dos trabalhadores, o prefeito detalhou a situação financeira que encontrou a prefeitura após assumir o cargo, em 1° de janeiro. "O cenário é caótico e estamos adotando medidas para diminuirmos os gastos”, disse.
Sem paralisação
Gabriel adiantou que está analisando o contrato do transporte público, mas adiantou que a gestão passada não empenhou o valor do subsídio do transporte coletivo. “Não deixaram o dinheiro para que o repasse fosse feito. Nesse momento, temos que esperar abrir o nosso orçamento para resolver essa situação. Quero pedir o apoio de vocês para que não paralisem o serviço", explicou.
Prefeito e secretário de Governo se reuniram com representantes dos trabalhados do transporte coletivo"Entendemos a situação de vocês. É direito receber o que foi trabalhado e a empresa deve resolver a questão com os trabalhadores e fazer esse pagamento", prosseguiu o prefeito, ao pedir ao sindicato que confie na administração e evite a greve nesse momento.
A paralisação, segundo Gabriel, afetaria a população usuária do transporte coletivo. "Peço que conversem com a categoria para que aguardem abrir o nosso orçamento. Nós queremos resolver o mais rápido o repasse para a empresa. Queremos que vocês recebam os salários corretamente e estamos trabalhando para isso. Não paralisem o serviço", conclamou.
Prioridade
Participando da reunião, o secretário Marcos de Souza Martins (Governo e Gestão Estratégica) esclareceu que a gestão anterior não encerrou a contabilidade em 31 de dezembro de 2024, como deveria ter feito. Essa atitude impede a abertura do sistema contábil de 2025 enquanto não for devidamente encerrado o ano anterior.
A secretária Camila Campos de Carvalho (Planejamento, Receita e Administração) informou que o prefeito já havia determinado duas prioridades, após a abertura do orçamento 2025: regularizar o subsídio à concessionária do transporte coletivo e a contratualização do Hospital de Caridade.
No caso específico da empresa de ônibus, a gestão anterior fez o último repasse em novembro de 2024, e o valor que não foi pago, referente a dezembro, é da ordem de 860 mil reais.
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