No lançamento do Campeonato Sul-mato-grossense da primeira divisão do futebol - com novo formato na tentativa de motivar mais o torcedor -, na terça-feira (14), a melhor notícia foi dada pelo Governo do Estado: a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) vai transferir o Estádio Pedro Pedrossian (Morenão) para o Estado. Isso significa resgatar a principal praça esportiva do Estado e transformá-la em uma grande e moderna arena.
Foi, sem dúvida, um gol de placa do Governo do Estado, que pode significar o início da recuperação do futebol profissional e a inclusão do Estado no circuito de grandes eventos esportivos. A inclusão do Morenão na estrutura da UFMS não foi um bom negócio desde a construção do estádio, em 1971. Com o futebol em ascensão e rendas fabulosas, a universidade se apoderou do estádio, porém o abandonou com a falta de público e dinheiro para o custeio.
Nas últimas décadas, o Morenão deixou de ser prioridade para a UFMS, que reservava o mínimo de orçamento para sua manutenção, resultando na sua interdição pelo Ministério Público por apresentar condições precárias. Depois de algumas tentativas de reabri-lo, com o Estado inclusive repassando recursos à universidade para reformá-lo, em vão, a cedência a ser formulada brevemente é uma grande conquista para o futebol sul-mato-grossense.
Um monumento adormecido: estádio inaugurado há 53 anos, foi palco de grandes jogos e sediou um grupo da Minicopa, em 1972Um novo estádio
A boa notícia foi dada pelo titular da Setesc (secretaria estadual de Turismo, Esporte e Cultura), Marcelo Miranda, durante o evento da Federação de Futebol de MS (FFMS), no auditório do Bioparque Pantanal. O Estado manifestou interesse em administrar o Morenão no ano passado, com a reitora Camila Ítavo se mostrando favorável desde a primeira conversa, proposta esta agora aprovada pelo Conselho Universitário. Um gol de placa!
A cessão dos direitos do patrimônio da união agora é uma questão burocrática. Como disse o secretário, são pequenos detalhes para formalizar o acordo. O importante é que o Estado já está projetando o futuro, trabalhando na viabilidade técnica do novo projeto para o estádio, com a proposta de uma PPP (Parceria Público-Privada) que garante os recursos e transforme o Morenão “em um grande centro de eventos e para o futebol”, segundo Miranda.
Depois da intervenção na FFMS, com a queda de Francisco Cezário, a cedência do estádio é um momento a celebrar, histórico e de retomada do futebol sul-mato-grossense. Ainda há esperanças de ressurgir os bons tempos, a volta do futebol à elite, e do Morenão lotado, como ocorria até o início dos anos de 1980. As gerações que vieram depois não imaginam 38.122 pessoas no estádio, público recorde, no jogo Operário 2 x Palmeiras 0, pelo Brasileiro de 1977.
Ao contrário, as lembranças são as piores possíveis na memória do torcedor: o estádio está fechado desde abril de 2022, com problemas estruturais, instalações inadequadas depredado e falta de acessibilidade, além das péssimas condições do gramado. Nos últimos anos, tornou-se campo de pelada dos universitários. A UFMS estima R$ 30 milhões para recuperá-lo, mas não dá para confiar na projeção de uma instituição que virou as costas para o monumento do futebol.
Lançamento do Estadual de 2025: esperanças renovadas e o gargalo de sempre: estádios ainda dependendo de liberaçãoNovo formato
O Estadual 2025, com a participação de dez clubes, começa no próximo dia 18 e segue até 6 de abril, mas ainda tem pendências: alguns estádios ainda não foram liberados. O Governo do Estado patrocina a competição injetando R$ 1 milhão para custeio e premiação (R$ 80 mil). Ao falar dos novos critérios de disputa, o presidente da federação, Estevão Petrallás, disse que as equipes jogando entre si, em uma mesma chave, dará mais motivação ao campeonato.
“O futebol desperta paixões e movimenta multidões, movimenta a economia, é muito importante para a representação do Estado e a gente espera que o Campeonato Estadual possa fortalecer as nossas equipes. A nossa meta, e de todos, é o Estado ter forte representação no cenário nacional e, assim, atraindo o público para os nossos estádios”, salientoi o vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, durante a cerimônia.
O campeonato terá a participação das seguintes equipes: Ivinhema (Ivinhema), Operário (Campo Grande), Coxim (Coxim), Pantanal (Campo Grande), Dourados (Dourados), Aquidauanense (Aquidauana), Corumbaense (Corumbá), Costa Rica (Costa Rica), Naviraiense (Naviraí) e Águia Negra (Rio Brilhante). O campeão e vice-campeão terão vagas asseguradas na Copa do Brasil de 2026 e uma vaga para o Brasileiro da Série D.
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