segunda-feira, 26 de outubro de 2026
CORUMBÁ

Bioparque lidera mais uma expedição ao Pantanal

08 JUL 2024 - 16h29 Por REDAÇÃO

A 2ª edição da Expedição Técnica Científica envolvendo o Bioparque Pantanal, a Marinha do Brasil e instituições parceiras foi realizada recentemente no bioma Pantanal, em Mato Grosso do Sul. O destino dos pesquisadores, sobre as águas do Rio Paraguai, incluiu as regiões do Paraguai-Mirim, Serra do Amolar e comunidades ribeirinhas, em Corumbá.

A bordo do navio-transporte fluvial Almirante Leverger, o grupo formado por 16 pesquisadores do Bioparque Pantanal, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Federal do Pará (UFPA) e McGill University de Montreal (Canadá).

Segundo a diretora-geral do Bioparque, Maria Fernanda Balestieri, a expedição agregou conhecimento sobre a biodiversidade de um dos principais ecossistemas brasileiros e promoveu um rico trabalho de conscientização ambiental com a comunidade ribeirinha.

"Com o lema 'Conhecer para conservar', buscamos por meio de trabalho em campo coletar o maior número de informações para subsidiar os trabalhos de pesquisa, conservação e bem-estar animal realizados no bioparque. Projetos como este contribuem para a consolidação do maior aquário de água doce do mundo, como um espaço de experiência e conhecimento para todos', afirma Balestieri.


Espécie inédita

Os dados coletados no bioma serão utilizados para subsidiar projetos de pesquisas já em andamento, o trabalho de conservação e bem-estar animal. Foram coletadas espécies que ainda não faziam parte do plantel do bioparque, como o Jacundá (Crenicichla sp.), Peixe Barbado (Pinirampus pirinampu) e a Sardinha (Triportheus spp.).

O destaque fica para o Jacundá, cuja espécie não se encontra presente em nenhum outro aquário público do mundo, sendo o exemplar do Bioparque Pantanal inédito em ambiente controlado para estudos de bem-estar, comportamento, conservação e nutrição da nova espécie do plantel. O animal será alvo de estudos do programa de conservação de peixes neotropicais do CCPN (Centro de Conservação de Peixes Neotropicais) do bioparque.

"Pensando na conservação do bioma, quando temos a coleta de um peixe que pode ser considerado como 'guarda-chuva' daquela região, ao proteger este animal, conhecendo suas características e comportamentos, é possível proteger várias outras espécies. Compreender todo este sistema é a meta dos pesquisadores do bioparque para poder criar políticas de conservação", explica o biólogo curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimênes Junior.


Plantas e água

A expressão ‘espécie guarda-chuva’ refere-se a espécies cuja conservação proporciona benefícios indiretos a muitas outras espécies e ao ecossistema em geral. Essas espécies são frequentemente escolhidas para programas de conservação porque protegê-las também ajuda a proteger uma ampla variedade de outras espécies que compartilham seu habitat.

A coleta de plantas aquáticas, incluindo a vitória-régia, atende a dois objetivos científicos do complexo de água doce. As plantas serão estudadas para entender suas exigências quanto aos parâmetros de água em caso de impactos ambientais e fazem parte das pesquisas de comportamento e bem-estar dos peixes, simulando ambientes naturais nos tanques do bioparque.

Dando continuidade aos trabalhos da 1ª expedição, em dezembro de 2023, a gestora ambiental e pesquisadora Patrícia Veloso realizou estudos para avaliar os parâmetros físico-químicos da água no Rio Paraguai. Através de um processo comparativo com os parâmetros da água dos tanques do Bioparque Pantanal, possibilita melhor compreensão da dinâmica dos ecossistemas dulcícolas, estabelecimento da melhor forma de manejo e de um monitoramento eficiente que priorize a saúde das plantas e o bem-estar dos peixes.
 

Leia Também

Megafone

O brasileiro tem memória curta; por isso, os políticos tem vida longa

Atribuída ao humorista, ator e escritor Chico Anysio (1931-2012).

Vídeos

Conheça o verdadeiro caldo de piranha

Mais Vídeos

Opinião

Ahmad Schabib Hany

Tributo ao Doutor Wilson Baruki

ARIOSTO MESQUITA

Quem está "em perigo"? As notícias, o jornalismo ou os jornalistas?

DANTE FILHO

O PT e a mídia abraçam a cultura do medo