O produtor rural Dalton Peres vem de uma família ligada ao agronegócio. Engenheiro mecânico de formação seguiu os passos dos pais. Foi criador de touros nelore P.O (Puro de Origem) e hoje é produtor de leite para a fabricação de queijos artesanais, em Bandeirantes, município distante 58 km de Campo Grande. O que ele não imaginava é a existência de uma caverna na fazenda. Encantado com a beleza do local, Dalton quer explorar o turismo.
Quando adquiriu a propriedade, há cerca de 2 anos, Dalton Peres nem sonhava que nesse mesmo lugar havia uma caverna. Foi um antigo funcionário que mostrou a descoberta para o produtor rural. Quando viu tamanha beleza percebeu o potencial que poderia proporcionar.
“Bandeirantes ainda não tem nada de agroturismo, então nós queremos ser pioneiros nesta área. Já temos o turismo do queijo e vamos agregar com as cavernas para mostrar ao público e tomar conhecimento das belezas naturais que nós temos aqui”, explica.
O produtor rural decidiu procurar ajuda e encontrou no Senar/MS a possibilidade para concretizar os planejamentos turísticos na região. Dalton recebe a Assistência Técnica e Gerencial Agroturismo. Com a ajuda do técnico responsável começou a elaboração do projeto para colocar a fazenda na rota turística do Estado.
Porteira do turismo
“Nós fizemos um plano de trabalho na propriedade e estamos trabalhando em um plano de negócios também. O mais importante é que a propriedade está regularizada, ela tem a licença ambiental para a operação das atividades de turismo também, não só de atuação da fazenda, mas também essas licenças para atividade turística”, conta Cristevan Veloso, técnico de campo do Senar/MS responsável pela propriedade.
“Dentro da metodologia da ATeG Agroturismo, o técnico chega na propriedade, faz um diagnóstico socioeconômico e produtivo, entende a realidade daquele produtor e realiza um planejamento para esse produtor fortaleça o agroturismo se ele já tenha, ou iniciando a atividade dentro da propriedade”, reforça Dorly Scariot Pavei, coordenador da ATeG Agroturismo do Senar/MS.
Diante de tanto potencial econômico e produtivo, Dalton Peres quer abrir as porteiras e proporcionar aos turistas o que a propriedade tem de melhor em atratividade natural.
“Hoje o Senar vem nos apoiando, dando suporte e sem eles, com certeza, nós não conseguiríamos. Então, sem o Senar não dá para tocar, não teríamos esse sucesso que estamos tendo”, conclui.
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