O período de defeso da piracema, em que a pesca será proibida nos rios de Mato Grosso, será entre 3 de outubro de 2022 e 2 de fevereiro de 2023. A decisão foi tomada durante reunião extraordinária do Conselho Estadual de Pesca (Cepesca). A piracema é o período de reprodução dos peixes e quando as espécies ficam mais suscetíveis à pesca. Em Mato Grosso do Sul, a piracema se inicia em 5 de novembro até 28 de fevereiro.
O período representa uma antecipação de um mês em relação ao período decretado como defeso da piracema no restante do país. O padrão da atividade reprodutiva dos peixes nos rios do Estado foi constatado por monitoramento e pesquisa feitos por especialistas da Universidade Estadual (Unemat) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que monitoram os peixes.
Os estudos mostram que a maioria das espécies já está em período reprodutivo em outubro, no entanto, ainda não é visível para leigos que o peixe está com os órgãos reprodutivos desenvolvidos. Por isso, é necessário proteger os peixes da pesca neste período.
Seguro pesca
Conforme a professora e bióloga da UFMT, Lúcia Mateus, os dados coletados sobre as espécies pintado e cachara mostram que a probabilidade de elas estarem em reprodução no mês de outubro é de cerca de 40%, já em fevereiro, 20%. A probabilidade do conjunto dos siluriformes (peixes como o cascudo e bagre) estarem se reproduzindo no mês de outubro chega a 55%, enquanto em fevereiro, é em torno de 12%.
"Estes são dados estatisticamente significativos e com 95% de confiabilidade", afirma.
A proibição serve para proteger este período e garantir os estoques pesqueiros do futuro. Durante o período de quatro meses em que fica proibida a pesca é pago, pela União, um seguro defeso de um salário mínimo aos pescadores profissionais.
Leia Também
PMA iniciou operação pré piracema nos rios da bacia do Pantanal
Corumbá recebe Anzol Rosa, as mulheres na pesca esportiva
Encontro promoveu conexão entre empreendedoras
PREFEITURA DE BONITO SOFRE MAIS UMA DERROTA NA AÇÃO CONTRA TAXA DO TURISMO
ATO NA CÂMARA REFORÇA IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO AO CÂNCER DE MAMA