Durante fiscalização relativa à operação Bocaiúva, as equipes da Polícia Militar Ambiental (PMA) estão conseguindo manter os papagaios nos ninhos monitorados durante este período do ano, que é crítico em relação ao tráfico de animais.
Ao conhecer a forma de agir dos traficantes, principalmente de aliciamento de assentados, funcionários de fazendas, entre outros, para fazerem a retiradas dos filhotes dos ninhos e depois comprarem, vários pontos de procriação estão sendo monitorados e toda a região de tráfico está com equipes em trabalhos preventivos de bloqueios e nas propriedades e assentamentos rurais, espacialmente, nas proximidades das áreas de reserva florestais.
Uma equipe da PMA de Mundo Novo, que estava em uma propriedade rural no município de Eldorado, orientando às pessoas sobre os problemas relativos ao tráfico e fazendo monitoramento de ninhos nas áreas de florestas da região, avistaram um elemento saindo da reserva com uma caixa de papelão. Ao deparar-se com a viatura, ele adentrou à mata, abandonando a caixa.
Atendimento
“Os policiais deslocaram-se até a caixa e encontraram quatro filhotes de papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), que o infrator havia retirado de ninhos na reserva. Apesar de diligências na região, a equipe não localizou o traficante, devido à enorme dimensão da área florestada. De qualquer forma, o traficante não obteve êxito em retirar grande quantidade de filhotes, indicando a importância deste tipo de operação preventiva, pois, se não fosse a fiscalização, o infrator poderia retirar dezenas de filhotes para serem traficados”, informou a PMA em nota.
Os filhotes foram apreendidos e encaminhados para a fazenda Green Farm CO2 Free, localizada no município de Itaquirai, a qual possui um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), com estrutura adequada para recebimento e atendimento médico veterinário de animais silvestres e que também presta ajuda à PMA com os animais resgatados.
Os filhotes de papagaios serão acompanhados por médico veterinário na fazenda e ficarão em ambiente apropriado à disposição dos técnicos do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), de Campo Grande. O CRAS estadual decidirá sobre remoção à Capital ou reabilitação na própria fazenda até à soltura.
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