O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, assinou decreto de emergência nos municípios de Corumbá, Ladário, Miranda, Aquidauana, Porto Murtinho, Sonora, Rio Verde de Mato Grosso, Coxim, Bodoquena, Jardim, Bonito, Anastácio, Corguinho e Rio Negro, afetados por desastre classificado e codificado como incêndio florestal - em parques, áreas de proteção ambiental e de preservação permanente. A medida tem duração de seis meses.
O decreto foi motivado pela intensa estiagem que já dura mais de 25 dias e o aumento em focos de incêndios no Estado. A estimativa de área queimada, elaborada pelo Centro de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar, referente ao período de 1º de junho a 17 de julho, aponta que já foram queimados 132.525 hectares, mais intensamente no Pantanal (83.175 há).
Segundo o governador Reinaldo Azambuja, Mato Grosso do Sul está passando por uma das maiores estiagens dos últimos anos, com uma expressiva queda nas precipitações pluviométricas na faixa de 25% a 50% abaixo do que era esperado para o mês, tendo como consequência o surgimento de centenas de focos de calor e incêndios de grandes proporções, principalmente na região pantaneira.
Estado adquiriu avião Air Tractor para combate aéreo ao fogo: investimento total foi de R$ 78 milhões"O decreto de emergência é uma ação do governo junto a parceiros para podermos atuar fortemente nestas questões", afirmou o governador, lembrando que a medida vai permitir que o Estado tenha mais agilidade na contratação de recursos extras para combate aos incêndios e na parte operacional.
Recursos
“Fizemos um investimento inicial de R$ 78 milhões para equipar o Corpo de Bombeiros no Estado. Agora a alocação deve chegar a mais R$ 38 milhões especificamente para ações de combate com este decreto. Então é o que o governo previu que a gente possa gastar nesses próximos seis meses, atacando e combatendo os incêndios florestais em todas as regiões do Mato Grosso do Sul”, esclareceu Azambuja.
De acordo com o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), a estimativa é que com o decreto sejam alocados R$ 38 milhões junto ao Governo federal para ações de prevenção e combate aos incêndios no bioma Pantanal.
Verruck destacou ainda que também será autorizada a convocação de voluntários para reforçar as ações de resposta ao desastre e a realização de campanhas de arrecadação de recursos perante a comunidade, com o objetivo de facilitar as ações de assistência à população afetada pelo desastre.
De acordo com os indicadores de dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA), do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, já no primeiro semestre de 2022, em consideração ao mesmo período de 2021, houve um aumento de área queimada na bacia hidrográfica do Rio Paraguai de 215,5% nas unidades de conservação, e de mais de 400% em terras indígenas.
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