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BONITO

Moradores e turistas orientados para não alimentar a fauna

13 JUL 2022 - 14h58 Por REDAÇÃO

A Prefeitura de Bonito, por meio da secretaria municipal de Meio Ambiente (SEMA) lançou um alerta à população bonitense e turistas, advertindo e orientando para o fato de alimentar a fauna silvestre ser crime ambiental previsto na Lei Estadual de Crimes Ambientais, número 5673/2021.

O artigo 3º da referida lei é claro: “Considera-se abuso ou maus-tratos contra os animais, entre outras condutas cruéis: (…) oferecer alimento sem autorização do órgão responsável a animais silvestres em vida livre, nas áreas públicas, privadas e unidades de conservação”.

A questão é muito séria em Bonito, segundo Ana Trevelin, secretaria de Meio Ambiente. Durante a vivência com alguns animais, moradores da cidade e principalmente turistas, muitas vezes, incorre no uso ilegal de cevas e alimentação inadequada. 

No Balneário Municipal Rio Formoso, por exemplo, já houve registro de pessoas comprarem salgadinhos para oferecer aos peixes para garantir fotos incríveis, desencadeando uma grande discussão sobre a saúde dos animais e o impacto que isso estava causando em seu processo reprodutivo. Na oportunidade foi proibido qualquer tipo de alimento humano para os peixes no atrativo municipal.

Impactos

Atualmente, segundo a secretária, o problema são os macacos prego que invadem as mesas dos restaurantes pegando comida e bebida nas mesas, abrindo lixeiras e mexendo nas bolsas dos banhistas em busca de alimento. “Um comportamento que é estimulado vez ou outra por visitantes (moradores e turistas) que compartilham seus alimentos, ou até mesmo trazem de casa frutas para os macacos”, observa Ana Trevisan.

“Esses animais já possuem suas dietas alimentares adequadas, mesmo em períodos de seca como o que estamos entrando agora. Alimentos humanos possuem açucares, sal, temperos e uma infinidade de produtos químicos que interverem na saúde bucal e biológica dos macacos, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças que afetem todo o bando”, explica. 

Outro agravante é que a ceva interfere no comportamento destes animais, tornando-os vulneráveis a predadores (humanos ou não), além de diminuir sua capacidade de sobrevivência na natureza, alterar seus ciclos reprodutivos, tornando-os dependentes do alimento fornecido pelos humanos.

Multa

E ainda: os macacos pregos podem ser muito agressivos e perigosos, podendo transmitir doenças como raiva, febre hemorrágica, hepatite e tuberculose. 

Oferecer cevas em atrativos turísticos ou meios de hospedagem, por exemplo, pode ser feito se apresentado projeto de manejo com tipo de alimento, horários, quantidades, pontos específicos para o órgão licenciador, O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de MS). 

“Não havendo autorização expressa o empreendimento fica sujeito a multa ambiental”, alerta a secretária.
 A Prefeitura de Bonito fará investimentos para ampliar a sinalização informativa para os visitantes, mas pede apoio à população para que ajude a disseminar a informação: é crime ambiental oferecer alimentos para a fauna silvestre!

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