A captura de animais silvestres é um trabalho executado pela Polícia Militar Ambiental (PMA) desde sua criação, há mais de 35 anos. Além das capturas, os resgates de animais feridos em rodovias e nos perímetros urbanos têm sido uma constante e vem crescendo a cada ano, em virtude de trabalhos de educação ambiental realizados em escolas envolvendo a população.
Um dos focos são os motoristas, para a minimização dos atropelamentos, tanto nas rodovias, como nos perímetros urbanos e principalmente para que se façam o socorro dos animais. É importante que o motorista e as demais pessoas comuniquem às autoridades e órgãos competentes os casos dos animais feridos nos acidentes.
As capturas ocorrem nos locais mais inusitados: ouriço em edifício; capivara dentro de armários e fossas; antas dentro de piscina e em tanques de tratamentos de esgotos; jacarés em lagoas de tratamento de indústria e dentro de residências; gambá dentro de máquina de lavar e em forro de residências; serpentes e lagartos em áreas de motores e dentro de veículos; tamanduá-bandeira, em churrasqueira e fossa ou dormindo em quarto onde havia crianças, entre outros.
Macaco Bugio capturado em AmambaiNeste primeiro semestre de 2022, policiais militares ambientais das 27 subunidades do Estado capturaram 1.171 (1.348 em 2021) animais silvestres nos perímetros urbanos. Destes, foi registrado o resgate de 62 animais vítimas de atropelamentos nos centros urbanos e rodovias, a maioria aves.
Números estes que divergem das estatísticas das organizações não-governamentais (ongs), segundo as quais os atropelamentos teriam triplicado nas rodovias do Estado.
Conflitos na área urbana
Ressalta-se que a maior parte desses animais são encaminhados ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), localizado na Capital. No interior, alguns são soltos em reserva florestais nas redondezas, depois de laudos de médicos veterinários e biólogos constatando que são bravios.
“Os números não abrangem os animais que são vítimas de tráfico e também os animais que são apreendidos com infratores que os criavam ilegalmente em cativeiro, os quais são também encaminhados ao CRAS. Também não envolve os resgatados de armadilhas de caça ou de anzóis nos rios”, informa nota da PMA.
Resgate de uma anta atropelada na cidade de DouradosAs áreas preservadas por muitas cidades de Mato Grosso do Sul no perímetro urbano contribuem para a incidência de animais silvestres adentrarem os locais habitados. Um exemplo é Campo Grande, que possui grandes reservas florestais e parques, além dos parques lineares de córregos e áreas verdes municipais.
Esses ambientai favorecem essa convivência entre essa fauna sinantrópica e a população, gerando alguns conflitos, como: adentrar residências, ruas, estabelecimentos comerciais e atropelamentos. “Muitas vezes, se faz necessário o trabalho de captura, devido à fauna adentrar áreas que corram riscos, ou que haja riscos às pessoas”, alerta a corporação.
“Além de tudo isso – acrescenta a nota da PMA -, o desmatamento legal e também o ilegal, que acontecem nas circunvizinhanças das cidades, reduzem o habitat e alimentos da fauna silvestre, que, cada vez mais, precisa percorrer maiores distâncias na migração em busca de alimentos e acabam adentrando os perímetros urbanos”.
Leia Também
PMA iniciou operação pré piracema nos rios da bacia do Pantanal
Corumbá recebe Anzol Rosa, as mulheres na pesca esportiva
Encontro promoveu conexão entre empreendedoras
PREFEITURA DE BONITO SOFRE MAIS UMA DERROTA NA AÇÃO CONTRA TAXA DO TURISMO
ATO NA CÂMARA REFORÇA IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO AO CÂNCER DE MAMA