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GASES

Focado em neutralizar emissões, MS discute carbono zero

31 OUT 2017 - 14h57 Por Redação

A emissão de gases de efeito estufa será a temática central da Showtec 2018 – uma das principais feiras brasileiras de tecnologia para a agropecuária. O evento, que acontecerá de 17 a 19 de janeiro do ano que vem em Maracaju, foi lançado em Campo Grande por lideranças dos setores público e produtivo.

Presente, na solenidade, o governador Reinaldo Azambuja destacou o trabalho do Governo do Estado para fazer com que Mato Grosso do Sul neutralize a emissão dos gases prejudiciais ao meio ambiente.

“O tema ‘Carbono Zero’ é extremamente atual. Quem acompanhou a imprensa na semana passada viu que a emissão dos gases de efeito estufa aumentou no País (8,9%, conforme o Observatório do Clima). Então, é atual trabalharmos a mitigação, que já tem sido uma tônica das instituições de pesquisas do governo para transformarmos Mato Grosso do Sul em um estado carbono neutro”, ressaltou o governador.

Organizada pela Fundação MS, a 22ª edição do Showtec contará com a certificação de compensação de carbono através do plantio de árvores nativas na Serra da Bodoquena, em Bonito. Na prática, as emissões de gás carbônico geradas pela organização da feira serão anuladas com o plantio das árvores.

“O produtor rural também vem fazendo este trabalho quando utiliza o sistema de plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta, onde os sistemas integrados realizam a fixação do carbono”, explicou o diretor executivo da Fundação MS, Alex Melotto.

Showtec 2018

Com o tema o “Carbono Zero”, o Showtec 2018 debaterá o apoio da agricultura e da pecuária na conservação do meio ambiente. No evento programado pela Fundação MS terão apresentações e demonstrações de tecnologias, inovações, lançamentos e resultados de pesquisas.

“Vamos reunir produtores e pesquisadores para fornecer soluções para os problemas da agropecuária (…) desde tratamento de sementes até melhoramento genético. A comunidade científica colocará à disposição tecnologias que aumentam produção e diminuem gastos”, explicou o presidente da Fundação MS, Luciano Mendes.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul), Maurício Saito, observou que a feira é oportunidade de reunir todos os elos envolvidos no desenvolvimento sustentável da agropecuária sul-mato-grossense: o poder público, a comunidade científica e as instituições financeiras.

“Somente no futuro é que podemos ver importância do passado. Temos 40 anos da Famasul e 40 anos de Mato Grosso do Sul (…) Se não fosse a ciência não teríamos a disposição as novas tecnologias que nos levaram a ter números pujantes na agropecuária de nosso Estado”, afirmou.

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