quinta, 23 de janeiro de 2020
PATRIMÔNIO

MT discute modelo de gestão do geoparque da Chapada

17 SET 2017 - 19h06Por Elzis Carvalho/Portal Mato Grosso

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por meio da Câmara Setorial Temática, abriu a discussão sobre o modelo de gestão do Geoparque em Chapada dos Guimarães, patrimônio geológico localizado próximo a Cuiabá. O presidente da CST, Caiubi Kuhn, na 5ª reunião da CST, disse que o geoparque é um modelo de gestão de território, por isso deve ser criado por lei especifica.  

“Aqui nesse local, geoparque, tem uma relevância geológica e tem um potencial turístico. Ter isso estabelecido por lei e de forma clara. Esse modelo seria uma contribuição fantástica que a câmara poderia formatar à execução do geoparque em Mato Grosso e servir de modelo para o Brasil”, disse Kuhn.

Em sua apresentação, Kuhn mostrou como é feito o modelo de gestão no Geopark  Araripe, localizado no Estado do Ceará. Segundo ele, o parque cearense tem dez anos em funcionamento, ele é composto por seis municípios. “Lá tem uma equipe composta por profissionais ligados e estagiários ligados aos setores de educação, conservação ambiental e de turismo”, disse. 

O coordenador regional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade em Chapada dos Guimarães, Fernando Francisco Xavier, destacou a importância de educativa para o geoparque de Chapada.

“Se for pensar que existe uma instituição ampla do geoparque, ela articula as ações voltadas para o foco educacional. Por isso que grande parte das iniciativas surge das universidades. Que seja uma iniciativa de gestão, que seja o pontapé para operacionalização do geoparque de Chapada dos Guimarães”, disse Xavier.  

Envolver a comunidade

De acordo com Caiubi Kuhn, a CST vai realizar audiência pública no próximo dia 19 de outubro, às 18 horas, na Câmara Municipal de Chapada dos Guimarães, com a finalidade de discutir a criação do geoparque. “A prefeita Thelma de Oliveira dará suporte logístico para realizar a discussão”, disse. 

“Há uma necessidade de a CST fazer esse debate com a sociedade local. O intuito é envolver a população no debate de criação do geoparque de Chapada dos Guimarães. Todas essas propostas são mecanismos de desenvolvimento local. O modelo do geoparque é de desenvolvimento da região, por meio do turismo”, disse Kuhn. 

Para a audiência pública, a CST devem convidar os prefeitos do Vale do Rio Cuiabá, do Consórcio do Vale do Rio Cuiabá, os vereadores de Chapada dos Guimarães, da Universidade Federal de Mato Grosso, do Instituto Chico Mendes, do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Núcleo Cuiabá do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Entre outras instituições públicas e privadas. 

A CST foi criada pelo Ato nº 013/17. A CST tem o objetivo de estudar e discutir a criação do geoparque de Chapada dos Guimarães, pelo prazo de 180 dias, prorrogáveis por igual período.  A relatora é Débora Almeida Faria, da Universidade Federal de Mato Grosso. 

Caiubi disse que até o final do ano, a CST deve produzir o relatório final. Ele espera entregar o documento à Mesa Diretora no dia 7 de dezembro. Mas esse prazo pode ser prorrogado. 

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