terça, 31 de março de 2020
ESTRATÉGIAS

Estado quer autonomia dos municípios turísticos

09 NOV 2017 - 08h02Por Sílvio Andrade

Definido o novo mapa turístico de Mato Grosso do Sul, que passou a contar com 47 municípios distribuídos em nove regiões, o Governo do Estado iniciou um trabalho de fortalecimento e profissionalização destes destinos, em convênio com o Sebrae. O primeiro passo será a formalização dos fóruns regionais como figura jurídica, os quais terão consultoria à disposição até dezembro de 2018.

O diretor-presidente da Fundação de Turismo de MS (Fundtur), Bruno Wendling, explicou que num primeiro momento essa ação integrada com o Sebrae contemplará quatro polos turísticos – Campo Grande, Serra da Bodoquena, Pantanal e Rota Norte -, que passarão por um processo de profissionalização em gerenciamento iniciado em outubro e segue até fevereiro. No próximo ano, outras regiões serão estruturadas.

“Estamos dando um passo importante para a descentralização da gestão de cada fórum, para que possam andar com as próprias pernas num prazo de dois anos”, disse Wendling. “Ter autonomia significa sair dessa dependência atual dos municípios em relação ao poder público estadual o tempo todo. O papel do Estado é o que estamos fazendo, de fomento, dando condições a eles de se organizarem, se formalizarem”, pontuou.

Regionalização de fato

A presença do consultor contratado pelo Sebrae, segundo o diretor-presidente da Fundtur, propiciará aos polos turísticos o desenvolvimento de um trabalho mais integrado e com planejamento, além de criar mecanismos que permitam aos fóruns, a partir da formalização como pessoa jurídica, possam captar recursos nacionais para investimento na melhoria dos serviços, na estruturação dos destinos.

Bruno Wendling, da Fundtur: consultoria vai preparar os municípios para explorar o turismo com planejamento e autonomia. Foto: Edemir Rodrigues

“O Estado dará todas as condições para se formalizarem, colocando um profissional de mercado à disposição para que entendam todo esse processo de gestão descentralizada, traçando estratégias de fortalecimento do território e buscando a regionalização de fato e o planejamento de futuros roteiros integrados”, disse Wedling. “Estas instâncias devem trabalhar de forma mais profissional e menos voluntariada.”

Categorização dos municípios

De acordo com o novo mapa turístico, 17 municípios de Mato Grosso do Sul estão nas categorias A, B e C - aqueles que concentram o fluxo de turistas domésticos e internacionais. Como exemplo, como Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Dourados e Ponta Porã. Os demais municípios figuram nas categorias D e E - não possuem fluxo turístico nacional e internacional expressivo, mas papel importante no fluxo turístico regional.

O diretor-presidente da Fundtur observou que pela primeira vez o Estado tem um mapa turístico técnico e não político, razão pela qual houve redução no número de municípios em relação aos anos anteriores. As regiões que ficaram de fora, segundo Wedling, terão todo apoio do Estado para se reorganizarem internamente, criando bons produtos e serviços, para que possam ser inseridas ao mapa em dois anos.

As regiões que receberão consultoria da Fundur e do Sebrae, nesta primeira etapa, são as seguintes:

Bonito/Serra da Bodoquena (Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Jardim, Nioaque e Porto Murtinho), Caminho do Ipês (Campo Grande, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari, Ribas do Rio Pardo, Rio Negro e Sidrolândia), Pantanal (Aquidauana, Corumbá, Ladário e Miranda) e Rota Norte (Alcinópolis, Costa Rica, Coxim, Figueirão, Paraíso das Águas, Rio Verde de Mato Grosso,  São Gabriel do Oeste e Sonora).

 

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