segunda, 22 de junho de 2026
SANEAMENTO

Universalização pode gerar R$ 25,9 bilhões em benefícios para MS

22 JUN 2026 - 11h30Por REDAÇÃO

Os dados foram apresentados pela presidente-executiva do ITB (Instituto Trata Brasil), Luana Pretto, durante reunião na Governadoria, em Campo Grande, com a participação do diretor-presidente da Sanesul (Empresa de Saneamento de MS), Renato Marcílio, do diretor-presidente da Ambiental MS Pantanal, Gabriel Buim, representantes do Governo do Estado e autoridades ligadas ao setor.

Na prática, os R$ 25,9 bilhões projetados pelo estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento em Mato Grosso do Sul” - em parceria com a EX ANTE Consultoria -, não representam dinheiro que entrará nos cofres públicos. O valor estima os ganhos econômicos e sociais gerados pela universalização do saneamento, como economia na saúde, aumento da produtividade e geração de renda.

Segundo o levantamento, a universalização poderá proporcionar economia de R$ 258,8 milhões em despesas relacionadas à saúde entre 2025 e 2040, reduzindo internações, afastamentos do trabalho e outros problemas associados à falta de coleta e tratamento de esgoto.

Segurança hídrica

A Sanesul já universalizou o abastecimento de água nos 68 municípios atendidos e alcançou 77,04% de cobertura de esgotamento sanitário, índice superior à média nacional.
O avanço no sistema de esgoto também conta com os investimentos e ações da PPP (Parceria Público-Privada) entre a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal.

O desempenho coloca o Estado entre os mais avançados do país e reforça a posição da Sanesul como uma das companhias estaduais que mais rapidamente ampliaram a cobertura de esgoto nos últimos anos.

Diretor-pesidente da Sanesul, Renato Marcilo, no evento: atingir a universalização cinco anos antes do prazo

A Sanesul mantém investimentos para ampliar a rede coletora e antecipar a universalização dos serviços antes do prazo previsto pelo Novo Marco Legal do Saneamento, além de reforçar a segurança hídrica nos municípios atendidos com a perfuração de novos poços e a ampliação da reservação de água.

Evolução

Os números apresentados pelo Instituto Trata Brasil mostram a dimensão dessa evolução. Entre 2000 e 2022, cerca de 870 mil sul-mato-grossenses passaram a ter acesso à água tratada e mais de 1 milhão à coleta de esgoto. O estudo aponta ainda benefícios líquidos estimados em R$ 19,4 bilhões gerados entre 2005 e 2024.

Entre 2025 e 2040, o saneamento deverá gerar R$ 14,8 bilhões em ganhos de produtividade, R$ 2,25 bilhões impulsionados pelo turismo, R$ 1,7 bilhão em valorização imobiliária e mais de R$ 21,7 bilhões em renda decorrente dos investimentos e da operação dos sistemas. Somados, os benefícios chegam a R$ 40,8 bilhões. Descontados os custos estimados em R$ 14,8 bilhões, o saldo positivo alcança R$ 25,9 bilhões.

Além dos impactos econômicos, Luana Pretto destacou os benefícios ambientais, especialmente para o Pantanal. Segundo ela, a ampliação da coleta e do tratamento de esgoto reduz a carga de poluentes lançada nos corpos hídricos e fortalece a preservação de ecossistemas estratégicos.

"A evolução do saneamento em Mato Grosso do Sul gerou quase R$ 20 bilhões em ganhos nas últimas décadas e alcançar a universalização até 2031 significa mais R$ 16 bilhões em ganhos na saúde, na qualidade de vida da população e no desenvolvimento socioeconômico do estado. Isso representa um retorno de R$ 5,90 em ganhos sociais para cada real investido", enfatizou.

Antes do prazo

Renato Marcílio destacou que o avanço alcançado nos últimos anos é resultado da continuidade dos investimentos e da prioridade dada ao saneamento básico pelo Governo do Estado.

Segundo ele, Mato Grosso do Sul saiu de 60% de cobertura de esgotamento sanitário para os atuais 77,04%, ampliando significativamente o acesso da população aos serviços.

"Nós atingimos metas incríveis. São quase 110 mil ligações de esgoto realizadas nesses três anos e meio. É motivo de orgulho ver um governo que manteve uma política pública e deu ao saneamento a devida importância. Estamos encaminhados para atingir a universalização cinco anos antes do prazo estabelecido pelo marco legal", afirmou

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