Em fase de licitação pela Sanesul (Empresa de Saneamento de MS), será implementado em Corumbá, a partir de 2026, o projeto de redução nos níveis de perdas de água, que passam dos 60% implicando desde problemas na rede de captação (no Rio Paraguai) e distribuição e ligações clandestinas.
O município firmou convênio em julho, em Buenos Aires (Argentina), com o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), que se destina a financiar projetos de melhoramento de infraestrutura nos países que integram o bloco, no valor de US$ 9,12 milhões (cerca de R$ 49,8 milhões).
Esta semana, o fundo liberou a primeira parcela, de R$ 4,3 milhões. Entre as primeiras medidas está a aquisição e substituição de 10 mil hidrômetros, com a expectativa de recuperar um volume significativo de água atualmente não registrado.
O dinheiro, a fundo perdido, será administrado pela Sanesul, que tem a concessão do serviço de água e esgoto em Corumbá. O investimento total será de US$ 12,48 milhões (R$ 68,1 milhões), com a contrapartida do Governo do Estado no valor de US$ 3,35 milhões (R$ 18,3 milhões).
Segurança hídrica
O projeto, com prazo de 40 meses de execução, busca garantir maior regularidade no fornecimento de água potável à população urbana da quarta maior cidade do Estado, reduzir perdas no sistema e fortalecer a saúde pública, além de reforçar a cooperação internacional para a proteção do Pantanal, um dos biomas mais importantes da América do Sul.
Contempla outras frentes estratégicas, como a modernização das redes de distribuição, a atualização cadastral das ligações, a implantação de um sistema de telemetria para monitoramento e controle operacional, instalação de infraestrutura para tratamento de resíduos de água, e o desenvolvimento de um projeto técnico social voltado à promoção do uso racional da água pela população.
“Esse investimento representa um avanço estratégico, que alia sustentabilidade hídrica, saúde pública, redução de desperdícios e melhoria dos serviços prestados à população”, afirmou o prefeito Gabriel Alves de Oliveira. Segundo ele, a garantia dos recursos do Focem foi possível com o aval da ministra do Planejamento, Simone Tebet, e do governador Eduardo Riedel.
A iniciativa integra as Rotas de Integração Sul-Americana, coordenadas pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), e soma-se a outros investimentos do Mercosul, como o Projeto de Desenvolvimento na Faixa de Fronteira, em Ponta Porã.
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