Ao ser homologado como candidato a governador de Mato Grosso do Sul pela Federação Brasil Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, o ex-deputado federal Fábio Trad, 56, prometeu realizar campanha limpa e sem ofensas pessoais. Como principal plataforma, ele propõe mudar o foco para garantir desenvolvimento econômico para todos e não apenas para as elites.
Na primeira disputa em um cargo majoritário, após três mandatos como deputado federal e presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul), o advogado vai para a campanha com 21% das intenções de votos, conforme o Instituto Ranking Brasil, e desponta como principal nome da oposição ao atual governador, Eduardo Riedel (PP).
“De minha parte, não haverá qualquer tipo de manifestação que ofenda pessoalmente os meus adversários, mas seremos extremamente rigorosos e firmes na constatação dos termos da gestão e, evidentemente, o compromisso de apontar as propostas que vão fazer Mato Grosso do Sul voltar a se desenvolver de forma justa e para todos”, garantiu.
Candidato do PT ao governo chega ao local da convenção com a família“Eu ainda não estava no PT, mas por culpa de vocês que não me convidavam. Mas me lembro da emoção no dia em que Lula saiu, assim como a emoção do meu pai na época da ditadura”, relembrou, ao citar o pai, o ex-deputado federal Nelson Trad, que foi cassado pela ditadura militar.
Novo modelo econômico
Como Mato Grosso do Sul vem crescendo a uma das maiores taxas do País, de 3% a 5%, o petista assegurou que não pretende alterar o ritmo econômico, mas promete alterações para que haja maior distribuição de riqueza.
“O modelo de crescimento do Estado está com um farol voltado para o século XX. Nós queremos um estado próspero, mais justo. Para isso, nós temos que readequar um modelo de crescimento voltado para o século XXI, agregando valor aos nossos produtos primários que são exportados”, afirmou.
“Tecnologia, pesquisa, inovação, parcerias com universidades públicas e particulares, se quiserem trabalhar. Da parte voluntariada, chamar a juventude e treiná-la para a tecnologia, para ela ganhar mais e não ter que sair de Mato Grosso do Sul”, comprometeu-se.
Gilda Maria: "Precisamos avançar, mas não basta reeleger o Lula, precisamos avançar aqui no Estado, com o Fábio”“Não vamos fazer um governo apenas para as elites, vamos convidar todas as minorias para caminhar juntos”, disse, citando vários grupos, como mães atípicas, pessoas com deficiência, negros, LGBTQIA+ e outros.
“Se eu chegar ao governo, eu prometo que 70% do meu secretariado será formado por mulheres”, disse, reforçando a bandeira nacional, de luta contra ao feminicídio, já que Mato Grosso do Sul possui uma das maiores taxas do País.
Advogado com vasta atuação, deixou o juridiquês tomar conta do discurso num momento e disse: “Vamos impetrar um habeas corpus para o povo julgar. Precisamos de um habeas corpus para Mato Grosso do Sul”, propôs.
Um país para operários
A candidata a vice-governadora será a ex-primeira-dama e esposa do ex-governador Zeca do PT, Gilda Maria dos Santos (PT). Eles defenderam lutas do PT, como os direitos das mulheres, dos povos indígenas e da agricultura familiar. Também falam em construir um estado mais justo.
“Precisamos continuar construindo o Brasil que o operário trabalha. Precisamos avançar, mas não basta reeleger o Lula, precisamos avançar aqui no Estado, com o Fábio”, bradou Dona Gilda, ao ressaltar muitas vezes a importância das mulheres nessa eleição.
Candidato ao Senado, Vander Loubet exalta as mulheres e chama a atenção para eleger “bancada boa” para ajudar LulaO secretário-geral do PT, Henrique Fontana, defendeu pautas da esquerda, como a escala 5×2 de trabalho e o fim da violência contra a mulher, além de destacar que Fábio Trad tem apoio irrestrito de Lula. “Trump, vá cuidar dos Estados Unidos, Milei cuide da Argentina, parem com a guerra, respeitem a altivez desse povo e aqui no Brasil é Lula”.
A Federação Brasil da Esperança conta como os candidatos ao Senado, Vander Loubet (PT), e Soraya Thronicke (PSB). Também serão apresentadas e homologadas as candidaturas proporcionais dos partidos da federação: 9 candidatos à Câmara Federal e 28 à Assembleia Legislativa.
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