Passagem e permanência de migrantes internacionais e refugiados com acesso pela fronteira com a Bolívia, Corumbá iniciou nesta segunda-feira uma ação inédita para ampliar o atendimento ao fluxo migratório na região, que tem crescido e sobrecarregando os serviços locais. Em parceria com a Defensoria Pública da União, o município criou um mutirão para regularização de documentos de pessoas em situação de vulnerabilidade.
A iniciativa, segundo o prefeito Gabriel Alves de Oliveira, visa acelerar a regularização documental de estrangeiros junto à Polícia Federal, lembrando que a regularização migratória é competência do governo federal. O atendimento ocorrerá até o dia 28 (sexta-feira), na sede da secretaria municipal de Assistência Social e Cidadania, situada no CAC (Centro de Atendimento ao Cidadão), no centro da cidade.
De acordo com Marcelo Batista de Souza Rocha, servidor da DPU de Campo Grande e integrante da ação, o objetivo é mapear as dificuldades locais e orientar o fluxo de entrada. "Corumbá é uma porta de entrada no nosso estado e o fluxo é muito grande. Viemos entender a situação para passar orientações", afirmou.

Casa do Migrante
A maioria dos migrantes, segundo a vice-prefeita e secretária de Assistência Social, Bia Cavassa, utiliza Corumbá apenas como rota de passagem. Entre os que permanecem na região, a mulheres e crianças são a maioria. No ano passado, Corumbá recebeu 1.589 migrantes de 13 nacionalidades diferentes. Em 2022, um levantamento apontou que existiam 28 nacionalidades domiciliadas.
Os principais destinos dos migrantes são os estados do Sudeste e cidades como Campo Grande e Dourados, em Mato Grosso do Sul, onde há uma comunidade venezuelana organizada. Também cresce o número de colombianos e de pessoas deportadas dos Estados Unidos que reingressam na América do Sul pelo território boliviano, fenômeno recente observado pela área social da prefeitura.
"Recebemos muitos migrantes indocumentados. A ação é importante para que eles possam se regularizar e seguir viagem para seus destinos", disse Bia Cavassa, lembrando que o município mantém a Casa do Migrante para acolhimento (abrigo e alimentação) temporário, onde foram atendidos mais de 1.700 migrantes este ano. “A presença da DPU agiliza a parte burocrática que o município não tem competência para resolver sozinho”, completa.
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