quinta, 04 de junho de 2026
CORUMBÁ

Câmara pode levar vereador agressor ao Conselho de Ética

29 DEZ 2025 - 09h24Por SILVIO DE ANDRADE

A Câmara Municipal de Corumbá se pronunciou por nota sobre a briga envolvendo o vereador e empresário Elio Moreira Junior (PP) e o vendedor ambulante José Elizeu Lara, ocorrida no sábado, 27, no centro da cidade, e comunicou que, se necessário, vai encaminhar o caso para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.

Em vídeos que circularam nas redes sociais, o vendedor de 41 anos alega que foi agredido pelo parlamentar, de 43, no momento em que tentava vender salgados na calçada em frente a lanchonete Verde Frutti, de propriedade de Elio Moreira, que, conforme as imagens, reagiu jogando o isopor e a bicicleta da vítima ao chão.

O vendedor ambulante filmou a discussão e os vídeos mostram o momento em que seu material de trabalho era destruído após um desentendimento relacionado à ocupação do espaço público. Na gravação, Elizeu dizia que estava sendo impedido de vender o salgado na esquina das ruas Delamare e 15 de Novembro, onde situa-se a lanchonete.

Vai apurar

“Informamos que a Câmara Municipal não compactua com quaisquer atos que violem o respeito mútuo ou a dignidade humana”, diz a nota oficial divulgada pelo Legislativo na manhã desta segunda-feira pelo presidente Ubiratan Canhete de Campos Filho (Bira).

“Ressaltamos que o comportamento de todos os parlamentares – segue a nota - deve ser pautado pela ética, dentro e fora do recinto legislativo, e que atos que atentem contra a imagem do Poder Legislativo estão sujeitos às penalidades previstas no Código de Ética e no Regimento Interno.”

A Câmara informou que já está tomando as medidas necessárias em relação aos fatos e pretende ouvir as partes envolvidas, provavelmente ainda nesta segunda-feira. 

Acusação

O caso ganhou ainda mais repercussão no domingo com as novas postagens do vendedor ambulante na Internet, onde, por meio de vídeo, alega que foi obrigado a gravar uma declaração pedindo desculpas após denunciar o vereador na delegacia de polícia. 

José Elizeu afirma que foi “coagido” e teria recebido R$ 100 para apagar as imagens da agressão e afirmar que a situação havia sido resolvida, o que, de acordo com ele, não ocorreu de forma voluntária. 

O vereador Elio Junior também se pronunciou nas redes sociais, após o ocorrido, afirmando que agiu de “cabeça quente” e, oportunamente, daria uma declaração sobre o caso, o qual, segundo ele, “estaria tudo resolvido”.

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