quinta, 04 de junho de 2026
CORUMBÁ

Besouros se multiplicam e causam queimaduras

05 DEZ 2025 - 10h16Por CAMPO GRANDE NEWS

Um besouro que pode causar queimaduras de primeiro e segundo graus em humanos e animais domésticos está se multiplicando em Corumbá. A infestação é observada desde a semana passada e tem levado pessoas que sofreram o ferimento a procurar atendimento médico, segundo confirmou a secretaria municipal de Saúde.

Como a notificação dos casos não é obrigatória nas unidades de saúde, não há dados sobre a quantidade de feridos. A maioria dos relatos é de incômodos leves que não precisam virar motivo de preocupação, pois o inseto não causa danos mais sérios, frisa a pasta

A recomendação da médica da Estratégia de Saúde da Família de Corumbá, Silvia Ruiz, é procurar ajuda só quando houver um ferimento mais profundo. “A primeira orientação é lavar bem a área afetada com água e sabão. Isso ajuda a reduzir os efeitos do ácido liberado pelo besouro. Caso seja constatado que a queimadura não é superficial, é indicado procurar atendimento médico”, ela explica

Surto

O inseto é conhecido como bombardeiro, potó ou carocha, e seu nome científico é Neoaulacoryssus speciosus. Ele pode atingir cerca de dois centímetros de comprimento.

É endêmico em Mato Grosso do Sul e em outros estados que possuem climas marcados por períodos de muita chuva e temperaturas elevadas, como explicam pesquisadores do Núcleo de Pesquisas de Invertebrados da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) em Corumbá

Professor do curso de Biologia da UFMS e membro do núcleo, Fabiano Abreu confirma que ocorre um surto populacional da espécie em toda a área urbana da cidade e que, inclusive, já ouviu relatos do aparecimento dos insetos em Dourados e Campo Grande.

Ele explica que a grande quantidade pode ser relacionada a diversas alterações ambientais. "Desmatamento e fragmentação de florestas, monoculturas com cultivo de soja e de milho que perturbam o ambiente natural e a variação de temperaturas nesse contexto de mudanças climáticas que estamos vivendo", cita.

Outro fator é a redução de seus predadores naturais. "Sapos e lagartixas, por exemplo, se alimentam dele", acrescenta o professor

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