A Expedição Alma Pantaneira deu início, na segunda-feira (20), a mais uma jornada de solidariedade e cuidado pela maior planície alagável do planeta.
Em seu primeiro dia de atendimentos, a expedição realizou mais de 800 procedimentos médicos, odontológicos, veterinários e sociais em Porto Jofre (MT) e na Escola das Águas Santa Mônica (MS), dois pontos estratégicos do Pantanal, entre os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
A equipe, composta por médicos, dentistas, veterinários, pesquisadores e voluntários, partiu de Campo Grande com destino a Cuiabá e alcançou os dois polos de atendimento na noite de domingo (19), iniciando as atividades logo nas primeiras horas da manhã seguinte.
Entre as histórias marcantes deste primeiro dia está a de uma mulher grávida de oito meses que ainda não havia passado por nenhum médico nem realizado ultrassonografia ou exames pré-natais durante a gestação. O exame feito pela equipe da expedição revelou que o bebê está bem e em desenvolvimento saudável.

Primeira consulta
“Para quem mora na cidade, esse exame parece simples e até fácil de fazer. Mas para quem vive no Pantanal, as distâncias e as dificuldades do caminho podem complicar uma gestação, por exemplo. Estar aqui com equipamentos de ponta faz toda a diferença”, explica o médico Waldir Albaneze.
Outro caso que chamou a atenção foi o de uma criança com obstrução no ouvido, que pôde ser tratada por um dos médicos especialistas presentes na ação.
O dia também foi marcado pela experiência do acadêmico de medicina da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) Renan Felipe Sampaio Moreira, que realizou sua primeira consulta pantaneira durante a expedição.
“Um garotinho de quatro anos, com dores abdominais, pôde ser atendido por nossa equipe. Para ele chegar à cidade seria demorado, e com dor tudo fica ainda mais difícil. Cuidar dele em um consultório improvisado, em uma sala de aula de uma escola da região, foi emocionante”, comenta Renan.

Caminho longo
Ao seu lado, o médico cirurgião Ricardo Staut, veterano da Alma Pantaneira, acompanhou tudo de perto.
“Tenho certeza de que essa experiência fará dele um médico melhor e mais humano. Estar aqui é uma oportunidade muito especial”, afirma o cirurgião.
A expedição segue até o início de novembro, cruzando rios, estradas de terra e longos trechos alagados para levar assistência médica, odontológica, veterinária e ações de pesquisa científica a famílias pantaneiras que vivem isoladas pelas distâncias e pelos desafios da região. Também estão sendo distribuídos roupas, brinquedos e até aparelhos de inalação.
A Alma Pantaneira é uma iniciativa voluntária que une profissionais de diversas áreas em prol da saúde e do bem-estar das comunidades pantaneiras, reforçando o compromisso com a solidariedade e a preservação da vida no coração do Brasil.
Leia Também
BANHO DE SÃO JOÃO TERÁ DEZ DIAS DE CELEBRAÇÃO COM DOIS SHOWS NACIONAIS
SUFOCADO PELO PÓ DO MINÉRIO, PORTO ESPERANÇA PEDE SOCORRO À JUSTIÇA
Justiça inocenta Reinaldo Azambuja no inquérito da Operação Vostok
Corumbá atrai rede nacional de varejo com 6 lojas em MS
Operação apreende 95 kg de drogas e 4 ton de mercadorias