Cuidar do meio ambiente deveria ser uma missão individual e coletiva, mas, na prática, nem todos estão preocupados com o tema. Esse não é o caso do Google. A gigante de tecnologia está empenhada em mudar o cenário do desmatamento na Amazônia. Para isso, anunciou em Belém, no Pará, uma série de projetos e parcerias que fomentam a preservação ambiental e o desenvolvimento da comunidade amazônica.
Durante o evento inédito "Sustentabilidade com o Google-Amazônia", a empresa garantiu a doação de R$ 7,9 milhões para apoiar projetos de preservação ambiental, realizados em parceria com organizações não governamentais, institutos de pesquisa e comunidades da Amazônia.
Fábio Coelho, presidente do Google Brasil“Segundo cientistas, a Amazônia está muito perto de atingir o ponto de não retorno. Isso significa que vai chegar um momento em que o desmatamento vai superar a capacidade que a floresta tem de se recuperar”, alertou Fabio Coelho, presidente do Google Brasil, acrescentando que sustentabilidade é um tema central para a gigante de tecnologia, indo muito além das buscas.
A programação discutiu o apoio de tecnologias digitais no combate ao desmatamento da floresta e apresentou novas ferramentas, que podem ajudar entidades que atuam contra a exploração ilegal do meio ambiente no bioma amazônico.

Novas plataformas foram anunciadas, como o projeto "Digitais da Floresta", um rastreador da origem de madeira.
Alerta de enchentes
Em parceria, incluindo a ONG The Nature Conservancy (TNC) e a Universidade de São Paulo (USP), a nova tecnologia de rastreio, e que futuramente deve se tornar um aplicativo de livre acesso, alia bioquímica e inteligência artificial para emitir alertas de ilegalidades ambientais a partir do "DNA" da madeira.
Além do presidente executivo do Google no Brasil, Fábio Coelho, participaram ambientalistas, representantes de comunidades indígenas e quilombolas, além de autoridades do Pará, incluindo o governador Helder Barbalho.
Entre as iniciativas apresentadas, estão ainda ferramentas de alerta de enchentes em território ribeirinhos, de detecção de focos de incêndio e desmatamento, e também apoio a criadores de conteúdos no Youtube, que falam sobre as mudanças climáticas, e ao empreendedorismo de mulheres indígenas.
Outro lançamento foi uma página especial do Google Trens com dados em tempo real sobre as pesquisas do tema meio ambiente, Amazônia e outros assuntos relacionados às mudanças climáticas e sustentabilidade.
A página aponta que as buscas pelo termo Amazônia, por exemplo, subiram mais de 80% nos últimos 10 anos; no mundo, a alta passou de 40%, segundo o Google.
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