O diretor-presidente da Fundação do Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), turismólogo Bruno Wendling, foi mantido no cargo pelo governador Eduardo Riedel. Terá assim oportunidade para dar continuidade ao bom trabalho desenvolvido durante a administração do ex-governador Reinaldo Azambuja.
E Bruno retomou o seu trabalho com força total e anunciou a essa plataforma de notícias que Mato Grosso do Sul passa a ter representantes comerciais nos Estados Unidos e na Europa, uma excelente iniciativa para o trade sul-mato-grossense.
Conforme explicou, em sua recente estada na Europa, mais precisamente em Lisboa, teve reunião com duas operadoras portuguesas e com empresários brasileiros, que detém empresas no continente e também nos Estados Unidos, assegurando uma parceria que está terminando de ser costurada.
Essa parceria, certamente, trará bons frutos, com o aumento no número de turistas visitando o Estado. Especialmente em relação aos turistas portugueses, hoje não são muitos que visitam MS, mas daqui para frente, poderá aumentar bastante o número em MS, assim como visitantes de outros países da Europa e dos Estados Unidos, prevê o diretor-presidente da Fundtur.
Turismo interno
No âmbito interno, em MS, Bruno afirma que manterá o trabalho que vinha desenvolvendo no governo anterior, “logicamente com inovação, com algumas novas ideias, mas as bases são as mesmas, uma vez que os resultados foram positivos”, avaliou.
Três pilares de metas vão ser mantidos, segundo ele: o trabalho de interação e fortalecimento das rotas turísticas definidas no território estadual, por meio das IGRs (Instância de Governança Regional); um apoio ainda mais vigoroso na qualificação dos agentes turísticos nos municípios (quer avançar bastante nessa área); e criar novos produtos que gerem interesse e negócios para o segmento do turismo no Estado.
A implantação do sistema de gestão via IGRs, que segue, mas de forma lenta, é uma prova da necessidade de uma melhor preparação e treinamento tanto para agentes públicos, empresários e trabalhadores do setor.
Sustentabilidade
Como novidade, Bruno cita as ações que pretende fomentar no que se refere à sustentabilidade no setor. Para isso, informou, em primeira mão, da contratação de Flávia Nery, que é turismóloga, mas vinculada ao Imasul (Instituto do Meio Ambiente de MS), por atuar também na área ambiental.
“Trouxemos essa experiente servidora para nos ajudar a desenvolver o trabalho de sustentabilidade nas atividades turísticas”, afirmou Bruno.
Destacou entre os cuidados que precisam ser desenvolvidos até como proteção a ricos atrativos turísticos, os cuidados ambientais com obras de novas estradas (canalização e escoamento de águas) e os cuidados com o lixo, orgânico e sólido, inclusive com a introdução nos municípios da coleta seletiva do lixo. Citou, como exemplo, a preocupação atual com Bonito, nesses dois aspectos.
Bruno também mostrou preocupação e certa contrariedade com as conversas que surgiram em Brasília sobre o governo voltar a exigir dos turistas norte-americanos o visto para entrar no Brasil. “Isso é um retrocesso, não tem cabimento”. Segundo ele, esse movimento deve ter surgido no Itamaraty, “mas espero que isso não prospere”, finalizou.
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