A Associação de Recuperação, Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba (ARCP Guariroba) promove, no próximo dia 21 de março, às 9 horas, o plantio de cinco mil mudas nativas do cerrado na Área de Proteção Ambiental (APA) do Guariroba, em Campo Grande.
A ação será realizada em comemoração ao Dia Mundial da Água (dia 22 de março), em parceria com a prefeitura de Campo Grande, WWF e os integrantes do Conselho Gestor da APA do Guariroba, que engloba quatro grupos de cada setor: órgão público, instituição de ensino, empresa privada e representante da sociedade civil.
Atualmente, são 67 propriedades rurais na Bacia do Guariroba. O trabalho da ARCP é desenvolvido anualmente, com início no segundo semestre, seguindo a estação da chuva.
Vistoria técnica da ARCP e WWF Brasil em área de três hectares plantada em 2018 na Fazenda Flamboyant“Nesse período de um ano é que a gente faz o planejamento, o trabalho e a execução de todo o recurso investido na bacia, vai de agosto a julho. De outubro a março, período chuvoso, fazemos o plantio das mudas. Então, agora estamos finalizando o plantio”, explica o presidente da ARCP, Claudinei Pecois.
Envolver a população
Com a ação no Guariroba, a ARCP encerra o período de plantio de mudas. “Fizemos investimento para recuperar 15 hectares de Área de Preservação Permanente (APP) nas margens dos córregos. Praticamente, 25 mil mudas de árvores foram plantadas, utilizando duas técnicas: plantio direto de mudas e plantio direto de sementes. Nesse evento, queremos apresentar o trabalho realizado para os parceiros e para a sociedade”, ressalta Claudinei.
De acordo com o presidente da ARCP, em cinco anos de trabalho (já excluídos dois anos de pandemia), foram recuperados 80 hectares e ainda faltam 660 hectares.
Vistoria técnica da ARCP e da WWF em área de cinco hectares plantada do ciclo 2022/2023“Nesse ritmo, vamos levar praticamente 40 anos para finalizar esse trabalho. Por isso, a importância da população de Campo Grande entender o que está sendo feito. Saber que é da APA do Guariroba que vem quase 50% da água que abastece a cidade, com água de muita qualidade. E quanto mais a mata ciliar estiver recuperada, menos assoreados ficarão os córregos. Queremos criar uma agenda para diminuir esse prazo e precisamos do engajamento da população”, avalia.
Claudinei Pecois, presidente da ARCPCriação da associação
A ARCP foi criada, em 1996, após a transformação de 36.200 hectares da região da Bacia do Guariroba em Área de Proteção Ambiental (APA) pela prefeitura de Campo Grande. Os moradores da região se uniram e criaram a associação com o objetivo de acompanhar todo o trabalho que estava sendo feito na região, tanto pela prefeitura como pelo Ministério Público Estadual (MPE/MS), além de cumprir as normas da nova legislação que regulamentava a APA.
A ARCP passou por três fases: na primeira, de 1996 até 2010, o foco da associação era o cumprimento da legislação e do acompanhamento na criação do plano de manejo. Na segunda fase, a partir de 2010, a associação buscou novas oportunidades para a região da bacia, como a instituição do Programa Produtor de Água, criado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e que incentiva o produtor rural a investir em ações para preservar a água. Em Campo Grande, o programa foi chamado de Manancial Vivo.
Na terceira fase, a partir de 2016, a ARCP passou a ser gestora dos recursos para recuperação ambiental vindos de parceiros como a WWF e MPE/MS, além de acompanhar também a execução de todo o processo.
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