A Polícia Militar Ambiental (PMA) conclui a “Operação Pesca Legal” em Mato Grosso do Sul, que visou o desenvolvimento de operações sistemáticas de prevenção e repressão à pesca predatória no Estado. A operação foi dividida pelas seis companhias do batalhão, dentro dos municípios sob suas responsabilidades fiscalizatórias, com atuações alternadas das 27 subunidades, pelo menos duas vezes ao mês cada uma, com datas definidas por cada Comandante, conforme os levantamentos realizados pelo serviço de inteligência.
Nesses quase três meses da operação, iniciada no dia 7 de julho, foram autuados 75 infratores e apreendidos 423,4 kg de pescado. Dos 75 autuados, 41 foram por crime de pesca predatória, seis por pescarem utilizando iscas vivas silvestres ilegais da espécie minhocoçu e 20 foram autuados por pescar sem a licença obrigatória (não caracteriza crime, mas trata-se de infração administrativa, com previsão de multa e apreensão de todos os produtos, barcos, motores, petrechos e veículos utilizados na pesca ilegal).

Petrechos ilegais
Uma das maiores preocupações da Polícia Militar Ambiental relativamente à pesca predatória e que sempre é combatido nas operações é o uso de petrechos com grande poder de depredação de cardumes, como as redes de pesca, anzóis de galho e espinheis. Dessa forma, a fiscalização nos rios serve para evitar que pescadores pratiquem pesca ilegalmente e fazer a retirada desse material sem que tenham prejudicado os cardumes.
Com relação aos petrechos ilegais de pesca, foram apreendidas 211 redes de pesca (petrecho mais preocupante, pois tem maior poder de depredação), 674 anzóis de galho, 10 tarrafas, 23 boias (joão-bobo) e 18 cordas de espinhel, cada um com média de 20 anzóis, o que perfaz 360 anzóis.

Os prejuízos aos pescadores também foram grandes. Além das multas, foram apreendidos 14 barcos, 13 motores de popa e 45 carretilhas e molinetes com varas.
Uso de drones
Drones foram utilizados na operação e têm funcionado como uma importante ferramenta nos trabalhos preventivos em todas as operações da PMA. Com os aparelhos, os infratores têm ficado com receio de serem identificados pelas. Os drones permitem também que os policiais possam fiscalizar grandes áreas de rios, inclusive acampamentos de pescadores, ou outros crimes sem serem percebidos.
“O uso da tecnologia dificulta ainda os avisos via celular aos infratores, que são comuns quando as equipes estão nos rios ou a campo”, informa a nota divulgada pela PMA.
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