A onça-pintada Ousado sofre do envelhecimento precoce causado pela exploração turística, agora, usado e lesado, aguarda o fim que os pantaneiros conhecem, – compartilhará carniças de carcaças decompostas com seus derradeiros amigos urubus, que lhe administrarão piedosa eutanásia bacteriológica.
Como afirmavam os pantaneiros em “Perpetuação de animais e humanos em risco” antecipando o destino de Ousado comparando-o com o touro Tabaco:
“Dois comportamentos de preservação da espécie claramente demonstrados, um rompendo cercas e outro no sentido contrário, se deixando cercar, mesmo pelo fogo! Serve talvez de advertência que um animal, se for ilegalmente alimentado num lugar, ali permanecerá correndo todos os riscos.”
Como ensina o decano dos aviadores pantaneiros, Comandante Zé Mauro, “-Amarrados pela língua na fartura.”
Finalmente os que remuneram os exploradores das onças, ou consomem suas fotos e lacrações descobrem que ali existem variações do pior tipo de comércio: o da satisfação de perversões sado masoquistas, onde se termina em necrofilia exposta.
Vilipêndio por exposição de cadáveres ou de moribundos, abre um buraco no fundo do poço de cinismo que dominou este Pantanal “protegido”, expropriado pela hipocrisia destas últimas décadas.
O Pantanal expõe, mas não impõe…
(*) Pantaneiro do Porto São Pedro, Serra do Amolar – Corumbá MS
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