Neste domingo, dia 13, faltam 22 dias para as eleições de 4 de outubro. Coincidência ou acaso? 13 e 22 são números que representam a forte polarização da disputa presidencial.
E aí entra uma velha piada.
Um casal viaja de férias e deixa o gato aos cuidados da empregada. Dias depois, a madame telefona:
— E o gato?
— Seu gato morreu!
Desesperada, ela é repreendida pelo marido, que ensina uma maneira mais delicada de dar más notícias: primeiro, dizer que o gato subiu no telhado; depois, que se desequilibrou, caiu e não resistiu.
Dias depois, a madame liga novamente:
— Está tudo bem?
— Tudo. Só uma coisa: sua mãe subiu no telhado...
A expressão ficou. “O gato subiu no telhado” virou metáfora para uma situação que começa a apresentar sinais de perigo.
Na eleição, as pesquisas recentes merecem atenção. Alguns indicadores mostram movimentos diferentes entre os principais candidatos, inclusive na avaliação do governo. A crise envolvendo o STF também entrou no debate político e pode influenciar a percepção do eleitor.
Mas pesquisa é fotografia, não sentença. Ainda é cedo para falar em vitória ou derrota. A disputa continua aberta, e as próximas rodadas serão importantes para confirmar — ou não — qualquer tendência.
O momento exige cautela dos dois lados. Quem está na frente precisa evitar acomodação; quem está atrás precisa mostrar capacidade de reação. Em uma eleição tão polarizada, excesso de confiança, ataques sem propostas ou estratégias que afastem o eleitor podem cobrar seu preço.
No fim, a decisão não pertence às pesquisas, aos marqueteiros ou aos comentaristas. Pertence ao eleitor.
O gato pode estar no telhado. Pode descer, continuar lá ou encontrar outro caminho.
Por enquanto, ele ainda mia.
E enquanto o gato mia, a eleição continua em aberto.
(*) Bosco Martins é escritor, jornalista e santista
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