quarta, 02 de setembro de 2026
CAMPO GRANDE

Escândalos afundam Adriane e 80% avaliam gestão como ruim/péssima

22 MAR 2026 - 13h42Por EDIVALDO BITENCOURT/O Jacaré

Os escândalos sexuais e de agressão contra mulher envolvendo o primeiro escalão afundaram de vez a popularidade de Adriane Lopes (PP) – a administração municipal é considerada ruim ou péssima por 80% dos moradores de Campo Grande. Apenas 4% avaliam a pepista como ótima/boa. Os dados são da nova pesquisa do Instituto Ranking Brasil, divulgada no domingo (22).

No geral, 90% dos campo-grandenses desaprovam a gestão Adriane. Pior prefeita do Brasil e a pior em 126 anos de história de Campo Grande, a missionária da Assembleia de Deus Missões teve a imagem arranhada pelos escândalos sexuais envolvendo pastores, o pilar da gestão “evangélica”.

A afilhada da senadora Tereza Cristina (PP) sente o peso da administração, que deixou as ruas e avenidas serem tomadas por buracos, os postos de saúde sem remédios, médicos e materiais para realizar exames. A promessa de construir o Hospital Municipal também não foi cumprida com o fracasso da licitação neste mês.

Não bastasse os problemas administrativas, Adriane ainda viu o secretário municipal da Juventude, Paulo Lands, ser acusado de assédio sexual contra um funcionário jovem. E mais grave, ele é investigado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável – aproveitou que o estudante de 22 anos estava bêbado e o forçou a fazer sexo.

Uma vergonha nacional

Um pastor, coordenador do Centro de Convivência do Idoso, foi acusado de estuprar uma adolescente. O ex-secretário municipal de Saúde e presidente da Fundação Municipal de Esportes, Sandro Benites, foi acusado de agredir a amante na véspera do Dia Internacional da Mulher. Em todas as situações, os acusados não foram demitidos pela prefeita, mas pediram afastamento da função.

Enquanto impõe sacrifícios ao povo, Adriane eleva o próprio salário e da vice-prefeita, Camilla: o banquete diante do sofrimento da população. Foto: Divulgação

De acordo com o Instituto Ranking, Adriane é considerada ruim ou péssima por 80% dos eleitores da Capital, um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao levantamento de dezembro (70%). É quase o dobro do percentual registrado em março do ano passado, quando 55% avaliam a administração da progressista como ruim ou péssimo.

Apenas 4% avaliam a gestão Adriane como ótima/boa, contra 8% contabilizado em dezembro de 2025. O percentual vinha caindo desde março do ano passado, quando 24% a achavam ótima/boa. Reeleita, Adriane deu as costas para a população e a popularidade foi despencando mês a mês.

Apenas 13% a consideram regular. Esse índice era de 19% em dezembro. Em novembro, 20% classificavam a gestão municipal como regular.

No geral, 90% dos moradores de Campo Grande desaprovam a gestão de Adriane. Esse índice era de 87% em dezembro. Em novembro, 85% desaprovavam Adriane.

Questão de vida ou morte

De acordo com Ranking, a saúde é o maior problema da gestão Adriane. Em primeiro lugar, com 32,40%, aparece a saúde, falta de exames e remédios nas unidades básicas de saúde; 27,2% apontaram a falta de médicos e do hospital municipal (ela prometeu construir na campanha).

Os escândalos sexuais envolvendo secretários foi citado por 20,60%, enquanto os buracos foram mencionados por 18,8%; A corrupção é um problema para 15% após duas operações do Ministério Público, Cascalhos de Areia e Apagar das Luzes.

As enchentes e os alagamentos, um problema sem solução à vista, foram citados por 13,60%. Os problemas são reflexo da postura ideológica de Adriane, que adotou a linha bolsonarista e se recusou a pedir ajuda do Governo Lula. Ao longo da história, a Capital só conseguiu resolver os problemas estruturais com ajuda federal, como o fim dos alagamentos na Avenida Fernando Corrêa da Costa e os PACs Lagoa, do Bálsamo e do Bandeira.

O aumento de tributos e da taxa do lixo é citado por 10,20%.

No atual ritmo, só um milagre para Campo Grande não acabar e aguentar os próximos três anos de mandato de Adriane Lopes.

A pesquisa, encomendada pela Rede Top FM, ouviu mil eleitores entre os dias 16 e 20 deste mês. A margem de erro é de 3,1% para mais ou menos. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o número MS-02346/2026 e BR-04749/2026. 

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