Através de uma pesquisa que busca compreender melhor a biologia e ecologia dos pinguins-de-magalhães - e graças à colaboração de diversas instituições e ao apoio da National Geographic Society e do Fundo de Conservação da Disney (Disney Conservation Fund) - a Global Penguin Society (GPS) equipou 20 pinguins com transmissores satelitais, que permitirá o acompanhamento de sua migração invernal desde a Patagônia Argentina até as costas do Brasil.
A pesquisa conta com uma característica muito particular: cada pinguim foi batizado com nomes de grandes celebridades mundiais, como Messi, Antonela, Dibu Martínez, Taylor Swift e Bizarrap. Durante os últimos seis meses, esses dispositivos de última tecnologia têm registrado em tempo real seus percursos ao longo de uma viagem de mais de 6.000 quilômetros. Os dados coletados oferecem informações inestimáveis sobre seus padrões migratórios, comportamento e a influência do meio ambiente em sua travessia.
No contexto do 15º aniversário da Global Penguin Society, Pablo García Borboroglu - biólogo marinho, beneficiário do Fundo de Conservação da Disney, Explorador da National Geographic Society e presidente da GPS - convida a comunidade a se unir a esta comemoração e visitar o site da organização, onde é possível acompanhar AO VIVO a migração dos pinguins e conhecer mais sobre cada indivíduo que foi batizado com nomes de personalidades.
“O que buscamos é que cada vez mais pessoas no mundo se interessem por esses incríveis animais que estão ameaçados pelo manejo inadequado das pescarias, a mudança climática, a poluição por petróleo e plásticos, e o distúrbio humano nas colônias de reprodução”, comenta o presidente e fundador da GPS.
Foto: Nacional GeographicUm estudo abrangente
A pesquisa, liderada pela equipe da GPS e apoiada pela National Geographic Society e pelo Fundo de Conservação da Disney, conta com a participação da Universidade de Stanford, do CONICET, da Administração de Parques Nacionais e da Província de Chubut. A análise dos dados abrangerá diversos aspectos, incluindo os padrões migratórios que permitem identificar as rotas preferidas pelos pinguins, os tempos de viagem e as áreas de descanso durante a migração.
Também serão estudadas as variáveis oceanográficas associadas aos padrões migratórios, tais como a temperatura superficial do mar, as correntes oceânicas e a concentração de clorofila. Por último, será útil para prever os efeitos da mudança climática sobre essas variáveis e as consequentes alterações nas rotas migratórias e na sobrevivência dos pinguins.
“Nossa organização trabalha incansavelmente para gerar conhecimento científico fundamental para a tomada de decisões informadas em matéria de conservação. Mas isso não é suficiente, um dos nossos maiores esforços está focado em conseguir a proteção dos ambientes costeiros-marinhos, na educação ambiental e na sensibilização das comunidades e dos tomadores de decisões sobre a importância dos pinguins e seu papel nos ecossistemas”, explica Borboroglu.
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