A Defesa Civil municipal de Corumbá atualizou, na manhã desta terça-feira, 6, o balanço das ocorrências relacionadas às chuvas registradas ao longo de segunda-feira. O acumulado de precipitação informado no período foi de 76,8 milímetros.
Ao longo do dia e da noite, foram registrados atendimentos relacionados, principalmente, a quedas ou risco de queda de árvores, danos em telhados e estruturas, queda de muro e alagamentos em diferentes pontos da cidade.
Durante a noite, novas ocorrências envolvendo quedas de árvores também foram registradas e atendidas pelo Corpo de Bombeiros Militar, além de chamados relacionados a alagamentos em residências e áreas urbanas.
Casa alagada no Aeroporto
Um dos atendimentos de maior destaque ocorreu no Bairro Aeroporto, em uma residência localizada abaixo da cota da rua e que teve seu interior tomado pela água.

No imóvel residem dois idosos e seus animais de estimação. Para realizar o desalagamento, a equipe da Defesa Civil utilizou uma motobomba durante aproximadamente duas horas consecutivas, até a retirada da água acumulada no interior da residência.
“A ocorrência foi finalizada sem vítimas, com os moradores e os animais em segurança”, segundo relatório da Defesa Civil.
Outra situação foi atendida na Rua Firmo de Matos, no Bairro Cravo Vermelho I, próximo ao Anel Viário (BR-262), onde residências foram afetadas pelo acúmulo de água.
No local, a água se concentra na área dos fundos dos imóveis e apresenta dificuldade de escoamento, avançando para as residências próximas.
Como medida preventiva, os moradores foram orientados a elevar móveis, eletrodomésticos, documentos e demais bens materiais, reduzindo possíveis perdas caso houvesse aumento do nível da água.
A Assistência Social do município também foi acionada para avaliar as condições das famílias e verificar, caso necessário, a necessidade de acolhimento temporário.
Defesa civil orienta
A Defesa Civil recebeu ainda solicitação referente a alagamento no Residencial Flamboyant I, relacionado a uma obra em execução nos fundos do residencial. A situação foi registrada para avaliação e encaminhamento aos setores competentes.
A Defesa Civil segue acompanhando as condições meteorológicas e atendendo as ocorrências relacionadas ao período chuvoso, mantendo o monitoramento por meio da Sala de Situação.
A orientação é para que a população evite áreas alagadas, não tente atravessar enxurradas e adote medidas preventivas em imóveis sujeitos à entrada de água.
Rodovia Ramón Gomez continua interditada: acesso à fronteira somente pelo anel viário da BR-262 (Agesa)Para acionamento da Defesa Civil Municipal, o número oficial é o 199, destinado às situações de emergência.
Também está disponível o WhatsApp funcional (67) 98191-0200, pelo qual a população pode encaminhar fotos, vídeos, descrição da situação e localização da ocorrência, contribuindo para uma avaliação mais rápida das equipes.
Rodovia interditada
Durante o período de chuva, também foi necessária a interdição preventiva da Rodovia Ramón Gómez (acesso à fronteira com a Bolívia), em razão do transbordamento da estrutura de drenagem de águas pluviais que passa sob a pista do aeroporto internacional. O volume de água cruza a rodovia, desaguando no outro lado da pista, em direção ao Rio Paraguai.
“Em períodos de precipitação mais intensa, o volume de água pode superar a capacidade de escoamento da galeria e avançar sobre a pista, criando risco para a circulação de veículos”, explicou o superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, capitão bombeiro Silvanei Barbosa Coelho.

A força da água também pode provocar, segundo ele, erosão e carreamento de material no acostamento, comprometendo as condições de segurança da via.
“Por se tratar de rodovia sob responsabilidade da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de MS), caberá ao órgão avaliar as condições do trecho e a eventual necessidade de recomposição do acostamento e demais intervenções necessárias para restabelecer a segurança viária”, disse.
Lixo agrava alagamento
Também foram identificados pontos de alagamento em vias públicas, alguns deles agravados pela presença de resíduos sólidos arrastados pelas enxurradas até bueiros, bocas de lobo e demais estruturas do sistema de drenagem urbana.
A Defesa Civil reforça que o descarte inadequado de lixo nas ruas, calçadas e terrenos baldios contribui diretamente para a obstrução das estruturas de drenagem, reduzindo a capacidade de escoamento da água justamente nos momentos de maior precipitação.
Por isso, mais uma vez é importante reforçar a participação da população na prevenção: o lixo deve ser descartado corretamente, respeitando os dias e horários de coleta, e terrenos baldios não devem ser utilizados como depósitos de resíduos.
Materiais descartados irregularmente podem ser transportados pela enxurrada e se acumular nas entradas das galerias, agravando alagamentos que poderiam ter menor impacto caso o sistema de drenagem permanecesse desobstruído.
A prevenção dos alagamentos também depende de uma responsabilidade compartilhada: o poder público atua na manutenção e limpeza das estruturas, enquanto a população deve contribuir com o descarte adequado dos resíduos e a conservação dos espaços urbanos.
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