quarta, 02 de setembro de 2026
ARTIGO

Incêndios e dequadas: resposta rápida do Pantanal ao aumento de parques e reservas

23 MAR 2026 - 20h52Por ARMANDO ARRUDA LACERDA

Os ongueiros e os expropriadores passarão ...
Os pantaneiros? 
 Passarinho ! 

Utilizo a metáfora do gaúcho Mario Quintana para dizer que neste jogo sobre a conservação, os próximos incêndios ou a próxima enchente mostrarão, mais uma vez, onde está a verdade.

Todas estas áreas ditas "protegidas" por lobby de ongs e ignorantes letrados urbanos, que insistem teimosamente nesse modelo de reservas e parques, absolutamente fracassados e destruidores de fauna e flora, na enchente com dequadas e na seca com incêndios descontrolados.

Modelo atrasado e absolutamente destrutivo ao Pantanal, onde só a vaidade e a arrogância estúpida, insistem em aumentar a dose de veneno achando que, desta vez, agora sim, o resultado será diferente.

Creio que o bom senso e a conservação multi secular da cultura desenvolvida na histórica pastorícia dos criadores pantaneiros nestes mares de capim, triunfará em breve, retornando ao Pantanal tempos de verdadeiro paraíso da herbivoria adaptada a manutenção integral de toda fauna e flora e da beleza singular que abriga tanto nos pulsos de seca, como de inundação. 

Nessas áreas "protegidas" a verdade e a beleza do Pantanal triunfarão e os gados voltarão a pisar com seus quatro poderosos pés, incorporando organicamente os restos da vegetação como adubos essenciais ao desenvolvimento da fauna e flora, os que, evidentemente,  sobraram, após intensamente forrageados pelas criações de bovinos, equinos, ovinos e caprinos, pastejo benfazejo consumidor do excesso de vegetação e que a transforma na melhor proteína animal, verdadeiro remédio para males do corpo e do espírito.

Portanto, as milhares de ervas e capim, em vez de se decomporem ou incendiarem, se farão carne, para sustentar e alimentar todas as formas de vida que fazem a beleza e a perenidade deste Jardim do Éden, nesta nave mãe Terra: o Pantanal.

Não é profecia, mas simplesmente confiança de que o fogo do inferno não prevalecerá no Pantanal, como meu pai Pedrinho e minha mãe Eudóxia me ensinaram, pois haviam aprendido dos pais de seus pais, que aprenderam dos pais de seus pais, que todo sofrimento pela injustiça guarda em si a semente do bem maior, como previsto quando aceitarmos seguir nosso Criador que já anunciou: 

"Segui-me. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!"

(*) Pantaneiro do Porto São Pedro, Corumbá MS

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