terça, 27 de setembro de 2022
HISTÓRIA

Museu do Ipiranga reabre mais moderno, acessível e interativo

Fechado desde 2013, espaço recebeu investimentos da Lei Rouanet

07 SET 2022 - 10h32Por REDAÇÃO

Na semana em que se comemora o aniversário de 200 anos de Independência do Brasil, um dos principais símbolos históricos deste processo será devolvido à população. No dia 6/9, o ministro do Turismo Carlos Brito participa da cerimônia de reinauguração do Museu do Ipiranga no Parque da Independência, em São Paulo (SP). Um patrimônio histórico-cultural que, totalmente restaurado, possibilitará um novo olhar sobre os últimos 200 anos que culminaram na transformação do Brasil em uma nação.

Foram quase três anos de obras no Museu do Ipiranga, incluindo a restauração de mais de três mil itens do acervo, reparos de arquitetura, conserto de assoalhos e pisos, instalação de elevadores e rampas de acesso, construção de um novo edifício e exposições multissensoriais.

A cerimônia, organizada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo prevê projeção mapeada na fachada do Museu, shows de artistas e espetáculo com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo.

As obras foram viabilizadas com recursos da Lei de Incentivo à Cultural (Lei Rouanet). Entre 2019 e 2020, a Secretaria Especial da Cultura, vinculada ao Ministério do Turismo, aprovou R$ 183 milhões por meio da Lei Rouanet para apoiar as obras nos Museu do Ipiranga, que tiveram início em outubro de 2019.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

É um dos maiores valores já aprovados por meio da referia lei, que é a principal ferramenta de fomento à cultura no país, por meio da qual os projetos recebem uma chancela federal que se reflete em isenções fiscais a apoiadores da ação, quer sejam empresas ou cidadãos comuns.

Museu do Ipiranga

O local abriga um acervo de 450 mil itens e documentos. Entre eles estão o icônico quadro “Independência ou Morte”, do artista brasileiro Pedro Américo, que eternizou o que teria sido o marco da emancipação do Brasil perante Portugal. A obra foi uma das primeiras a serem restauradas, dentro do próprio local onde fica instalada (Salão Nobre do Edifício-Monumento) devido às amplas dimensões da pintura: 4,15m x 7,6m.

O acervo do museu inclui pinturas, esculturas, moedas, documentos textuais, fotografias, objetos em tecido e madeira etc. Fechado desde 2013, a área construída dobrou de tamanho após as obras alcançando cerca de 14 mil m². Já a área expositiva foi triplicada, passando de 12 para 49 salas.

 Antes da reforma, o Museu do Ipiranga recebia, em média, 300 mil visitantes ao ano. Agora, a expectativa é que esse número possa chegar a até um milhão.

Transformado em um dos mais completos e modernos museus da América Latina após às obras, o local já é tombado como Patrimônio Histórico Municipal, Estadual e Federal. O Museu do Ipiranga foi construído entre 1885 e 1890, no complexo do Parque da Independência, inicialmente concebido como um monumento à independência. 

A gestão é compartilhada pelo Comitê Gestor Museu do Ipiranga 2022, direção do Museu Paulista e Fundação de Apoio à USP (FUSP). Segundo a instituição, o custo total da obra chega a R$ 235 milhões.

 

Reabertura

A reabertura foi dividida em etapas. No dia 6, uma cerimônia voltada para autoridades e patrocinadores oficializou o início da reinauguração. No dia seguinte, foi a vez de 200 estudantes de escolas públicas, bem como trabalhadores da obra e suas famílias, participarem de uma reinauguração simbólica. E, por fim, no dia 8, ocorrerá a abertura para o público em geral, mediante agendamento pelo site www.museudoipiranga.org.br ou pela plataforma Sympla.

Nos primeiros dois meses - até 6 de novembro - a entrada será gratuita, com funcionamento de terça a domingo. Assim como as obras, os números da reabertura também são grandiosos. Ao todo, 12 novas exposições estarão disponíveis aos visitantes, reunindo quase 4 mil itens, 70 produções audiovisuais e 333 recursos multissensoriais.

O enxoval interativo inclui, por exemplo, telas táteis, dispositivos olfativos e mapas visuais e táteis (reproduções de imagens com aplicações de texturas para o toque) que, ao lado de pisos podo-táteis no interior das salas expositivas, estão entre os recursos que garantem acessibilidade a todos os públicos, o que foi uma importante premissa do projeto.
 

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