quarta, 01 de abril de 2020
CULTURA

Banho de São João movimentou a economia de Corumbá

26 JUN 2017 - 22h52Por Redação

O Arraial do Banho de São João, tradicional festa junina realizado de 22 a 25 em Corumbá, além de enaltecer a cultura local, beneficiou a economia. Considerada a segunda maior festa da região, atrás apenas do carnaval, movimenta restaurantes, bares, rede hoteleira, aquece o comércio formal e informal e favorece o microempreendedor individual. 

“O São João é um dos eventos do nosso calendário cultural que juntamente com o carnaval aquecem a economia local. A gente vai terminar o ano com a Fundação de Turismo retomando o Festival da Pesca, é uma série de eventos culturais que reflete na nossa economia local. Estamos fazendo levantamento e na segunda-feira provavelmente já teremos a movimentação financeira do Porto Geral e do impacto do Arraial do Banho de São João na economia da nossa cidade”, disse Renato dos Santos Lima, secretário municipal de Indústria, Comércio e Produção Rural. 

Para incrementar a festa no Porto Geral, a Prefeitura de Corumbá, por meio da Fundação da Cultura e do Patrimônio Histórico, sorteou 45 barracas na tarde de 15 de junho. Além dessas, outras 35 foram destinadas a microempreendedores individuais, entidades filantrópicas e para a Associação de Arte Cultural e Turística do Pantanal. foram 80 barracas com uma variedade enorme de alimentos e peças artesanais que estão disponíveis ao público desde o primeiro dia do Arraial do Banho de São João. 

Havia todos os tipos de comida. Desde os típicos pratos pantaneiros aos tradicionais cachorros-quentes, pizzas e doces. Pela quinta vez, Ângela Aparecida Gomes conseguiu um espaço no Porto Geral para comercializar seus alimentos na festa tradicional.

Valeu a pena

“É uma chance para se ganhar dinheiro porque é uma data festiva e como estamos nessa crise financeira, precisamos aproveitar. Já trabalho com comida em festas, exposições e eventos, já tenho experiência nesse ramo. Vendi pastéis, cachorro-quente e salgados”, disse a comerciante que está trabalhando com mais cinco pessoas da família. 

Fazia 14 anos que João Arruda estava distante dos festejos juninos de Corumbá. “Eu já trabalhei muito por vários anos, mas estava afastado. Aqui vendi macarrão pantaneiro, paçoca de carne seca, socada no pilão que trouxemos para cá, também arroz carreteiro, caldo de feijão, porção de picanha, de carne de sol, de pernil, filé, até lanches”, afirmou o comerciante que, no dia a dia, é trabalhador autônomo do gênero alimentício. 

Além das delícias juninas, o público pode conferir no domingo o encerramento do maior São João do Centro-Oeste com apresentação de quadrilhas juninas, show regional com Forró Zen e a participação da banda nacional Falamansa. O público estimado por noite foi de dez mil pessoas, segundo os organizadores.

Leia Também

Relatos de viagem

Conte sua aventura aqui!

Mais Relatos de Viagem

Megafone

A natureza não negocia e a física não faz acordos

Greta Thunberg, ao Parlamento Europeu

Vídeos

Pesque, solte e volte sempre!

Mais Vídeos

Eco Debate

MANOEL MARTINS DE ALMEIDA

Tordinhos do entardecer

XICO GRAZIANO

Ecologistas precisam evoluir sobre turismo natural

FRANCISCO OLIVEIRA

Trabalho informal nos lixões: um risco à vida dos catadores